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Prefeitura defende interesses dos comerciantes do Camelódromo

         Os vendedores ambulantes do Centro e os atuais comerciantes instalados no Camelódromo vão assegurar a preferência para trabalhar no novo Shopping Popular ou as novas bancas serão disputadas por meio de licitação, entre os 1,5 mil interessados cadastrados e outros que queiram participar? Esta questão, apresentada pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter, será respondida nesta segunda-feira (31), quando a
Câmara de Vereadores, em convocação extraordinária, pretende votar o Projeto de Lei da Prefeitura, visando à construção do novo Shopping Popular no local onde hoje funciona em condições precárias o Camelódromo.
         "Torno a dizer que queremos preservar os interesses de quem trabalha honestamente, seja no Camelódromo ou no Centro da cidade. Se
a Câmara aprovar o projeto, os cerca de 400 comerciantes que já estão no local, assim como os 200 vendedores que atuam no Centro, terão preferência no novo Shopping. Mas se o projeto não for aprovado, sem dúvida que, mesmo assim, começaremos a obra imediatamente, por meio de
Parceria Público-Privada (PPP), ao invés de concessão, com a diferença de que, neste caso, os atuais comerciantes do Camelódromo e os vendedores ambulantes do Centro não terão nenhuma preferência. Com isso, eles terão que se credenciar a ter uma banca por meio da licitação que faremos para definir quem ocupará o novo Shopping",salienta o prefeito.
         Fetter enfatiza que, para ele, o impasse em torno do Projeto de Lei do Shopping Popular é um episódio que beira o absurdo e desafia a capacidade de entendimento de qualquer pessoa de bom-senso. Ele se refere ao fato de que a Prefeitura está defendendo os interesses dos atuais comerciantes do Camelódromo, bem como dos vendedores ambulantes do Centro, ao dar-lhes preferência para ocupar as bancas do novo Shopping. "Mas eles, seja por que motivo for, têm estranhamente manifestado o desejo de ir contra os próprios interesses, ao obrigar a
Prefeitura a utilizar outro mecanismo para fazer a obra e, por consequência, realizar licitação para a ocupação das novas bancas".
         Segundo o prefeito, não há lógica nesse comportamento, muito menos uma explicação plausível. "Creio que alguma coisa está mal explicada ou mal entendida, pois, quem, em sã consciência, ficaria contra a Prefeitura, justamente a instituição que está defendendo e
preservando os interesses da categoria?", questiona o prefeito.
         Embora a Prefeitura tenha apresentado o projeto que dá total preferência para ocupar as bancas do novo Shopping aos comerciantes do local e aos vendedores ambulantes do Centro, além de garantir que, durante o período de construção da obra, os atuais concessionários
continuem trabalhando, ainda assim eles parecem preferir a outra alternativa, ressalta o prefeito. "Vou dizer de novo o que tenho dito à exaustão: o Shopping Popular é uma obra exigida pela população inteira de Pelotas. Todos concordam que o atual Camelódromo é precário, feio, inseguro, com riscos de incêndio e acidentes, e todos concordam que é preciso recuperar e requalificar o Calçadão, obra que
está vinculada à retirada dos vendedores ambulantes do Centro. Portanto, a Prefeitura, irá licitar o Shopping Popular, bem como as obras do Calçadão, e irá fazê-las, com ou sem aprovação da Lei pela Câmara e pela categoria, também porque é uma demanda de pelo menos 350
mil pessoas e vai tornar a cidade melhor, mais bonita e mais atrativa para os consumidores locais e de fora".
         O secretário de Gestão Urbana, Luciano Oleiro, lembra que a Prefeitura recebeu alerta do Corpo de Bombeiros sobre a precariedade do atual Camelódromo, tendo em vista a iminente possibilidade de incêndio e o risco de acidentes por causa da estrutura precária do prédio. "Por tudo isso e considerando que quem trabalhar no novo Shopping Popular terá um faturamento bem maior que o atual, considerando que a obra, cujo plano também incluí a recuperação e revitalização da praça Cipriano Barcellos, bem como a fixação de terminais de ônibus nas cercanias, faz parte de um projeto bem maior, junto com a construção do Centro Administrativo da Prefeitura no Largo de Portugal, apelamos ao bom-senso de todos os envolvidos no assunto.
Oferecemos todas as condições para que o projeto seja aprovado de modo consensual e tranquilo, mas não hesitaremos em utilizar nossa
prerrogativas para fazer a obra. O Shopping Popular é uma realidade e será construído com a urgência que a população quer e exige", conclui
o prefeito.



Data: 30/01/2011
Hora: 16:30
Redator: Luiz Carlos Freitas -
Fotógrafo: Arquivo Secom -