Boletim da transição

Por Divulgação 29-11-2004 | 00:00:00
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O secretário das Finanças Marcos Bosio disse hoje (29) que os comentários do grupo de transição da área das finanças do futuro governo demonstram falta de conhecimento das rotinas administrativas. Bosio assegurou que não são verdadeiras as informações de há falta de dados no material apresentado ao grupo na sexta-feira (26), na Secretaria das Finanças. “Os dados sempre estiveram disponíveis na Internet e nem necessitaria que os reapresentássemos em cópias”, garantiu. “Para entendê-los basta que haja conhecimento técnico e disposição de trabalho”. Bosio criticou ainda a forma equivocada como o futuro governo divulgou a informação do déficit da Prefeitura. “Parece que o futuro governo está disposto a transformar Pelotas num caos. Isso é um artifício irresponsável e desqualificado para tentar justificar antecipadamente as promessas que não serão cumpridas”, considerou. Em dados parciais de outubro, o déficit da Prefeitura está estimado em R$ 13 milhões. Porém não estão consideradas as despesas que têm vencimento escalonado nos meses de novembro e dezembro, sendo que o empenho é feito integralmente. “Cremos que não tenha sido proposital este erro de cálculo. Tudo foi explicado com clareza em reunião que durou quase três horas”, disse. De acordo com o secretário, estranhar o fato de haver comprometimento com rubricas como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) é fruto de análise inconsistente. “Sempre honramos os compromissos da Prefeitura e pagamos o funcionalismo em dia; prova disso é que acessamos programas como o Monumenta, o PAR e o Reluz”, disse. “Mas é óbvio que administramos uma Prefeitura com poucos recursos. Sempre dissemos isto. Quem disse o contrário para a população foi o futuro governo, que a partir de janeiro terá a oportunidade de colocar em prática seus projetos de ampliação dos serviços públicos aliados à redução de impostos”, disse. Segundo Bosio, mesmo o atual governo tendo assumido uma Prefeitura paralisada, com três meses de salários dos funcionários atrasados e inadimplência generalizada com fornecedores, conseguiu já no primeiro ano implementar uma gestão eficiente e recuperar a credibilidade financeira e administrativa. “Não há segredo nas conquistas que obtivemos. Elas foram fruto de muito trabalho na busca da qualificação da administração pública”, avaliou”.

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