Comunidade tem de volta o canalete da Argollo

Por Divulgação 07-10-2004 | 00:00:00
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Uma viagem ao passado. Assim foi a entrega das obras de revitalização do Canalete da rua General Argollo, realizada pela Prefeitura, através do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (SANEP). O evento contou com apresentações da Banda do 9º BMTZ e do Grupo Pelotense de Turismo (GPTour), que encenou a entrega do canalete e descerramento da placa, em meados dos anos 20. Todos os presentes participaram de uma caminhada no entorno do canalete, para constatar a qualidade das restaurações. O investimento da Prefeitura foi de R$ 20 mil. Para o diretor-presidente do SANEP, Nilo Gularte, com a restauração, a cidade tem resgatado o símbolo da história do saneamento em Pelotas. Também presente na ocasião, o historiador Nélson Nobre diz partilhar desta idéia. “É a devolução de um dos patrimônios mais significativos da cidade, mais uma ação para o resgate de nossa cultura”, explica. O secretário de Governo, Ellemar Wojahn, aproveitou o momento para pedir à comunidade colaboração no que se refere ao cuidado com o patrimônio.”É fundamental que todos ajudem o poder público na manutenção dos canaletes e floreiras, para que não seja necessária outra intervenção”. Também prestigiaram o evento, os diretores da Escola Érico Veríssimo, Marina Laranjeira, e do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), Edelbert Krügger, a presidente do Instituto Histórico Geográfico, Eloísa Silva, a representante da Academia Sul Brasileira de Letras, Wilma Cavalheiro, o gerente executivo da RBS, Diórges Oliveira, alunos do pré a 4ª série da Escola Érico Veríssimo, comunidade em geral. A restauração compreendeu a colocação dos pilares pequenos e grandes que são reproduções dos que foram depredados ou sofreram desgaste pela ação do tempo. As floreiras foram reconstituídas na forma original com a colocação de grades de ferro protetoras e está sendo regularizada a pavimentação no entorno, além da limpeza do canalete. CANALETE - Feito de cimento armado com muretas verticais da rua General Osório começou a ser construído em 1929. Na época, a obra foi bastante polêmica e causou muitas reclamações. Um dos reclamantes disse que se o canal tivesse sido subterrâneo não seria necessário o alargamento da rua. Outro alegou que por ser a rua muito plana, o canal seria um reservatório de água estagnada, causando mau cheiro. Hoje, 75 anos após sua construção, a obra é uma das peças integrantes do patrimônio histórico de Pelotas.

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