Controle de mosquitos também depende da população
Ao completar um ano de execução, teve início em fevereiro do ano passado, o Programa de Controle de Mosquitos em Pelotas, desenvolvido pela Prefeitura, está logrando êxito ao minimizar os riscos da exposição da coletividade a ambientes insalubres, uma vez que já foi possível recuperar as condições de limpeza do sítio urbano, os trabalhos de dragagem estão em avançado estágio de execução e o trabalho de combate ao mosquito estão sistematizados e plenamente capacitados. De A avaliação é da diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Dóris Schuch, acrescentando que o programa não se esgota, já que envolve atividades compulsórias da Prefeitura, tanto de limpeza e manutenção da cidade quanto na eliminação de focos larvários e de mosquitos adultos. A médica veterinária reforça a importância da participação da comunidade neste processo, pois a eficiência de todo o trabalho do Poder Público estará sempre na dependência da co-responsabilidade entre este e a comunidade. A grande quantidade de terrenos baldios sem manutenção, que representam formação de importantes focos de mosquitos, roedores, animais peçonhentos e outras espécies que representam risco à saúde da comunidade deverá ser solucionada. A Prefeitura, através de trabalho integrado de suas secretarias, procederá a fiscalização dos terrenos, notificação dos proprietários e aplicação de multas e penalidades específicas aos proprietários destes imóveis que não cumprem a legislação pertinente. Estes terrenos, com elevado crescimento da vegetação, depósito de lixo, entulhos, restos de construção civil e de podas favorecem a formação de focos de mosquito Culex sp e também do Aedes aegypti, vetor da Dengue, cuja instalação no município vem sendo monitorada permanentemente pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem Estar. Em 2001 foi encontrado um foco de larvas do Aedes, que foi imediatamente debelado e realizado tratamento específico num raio de 300 metros ao redor do foco. Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos dois estados brasileiros sem circulação do vírus da Dengue. Todos os casos diagnosticados no Estado foram importados, ou seja, pessoas contaminadas em estados com epidemia que vieram para o Estado já doentes. Para Dóris Schuch, isto demonstra a eficiência do trabalho de vigilância e a correta política sanitária de impedir o ingresso e a instalação deste mosquito. O programa adotado pela Secretaria Municipal de Saúde baseou-se no controle das causas do problema, ficando os trabalhos de dragagem e limpeza urbana a cargos das secretarias de Serviços Urbanos e Obras e o combate específico aos mosquitos, educação sanitária, supervisão, identificação de focos com a Vigilância Sanitária. A participação do Conselho Municipal de Saúde, que aprovou a destinação de recursos para viabilizar o trabalho, também foi importante para a aplicação destas medidas de prevenção e proteção à saúde. No ano passado foram realizados vários mutirões integrando todas as secretarias de forma a atender situações emergenciais, focais e de risco a comunidade, com atividades de educação sanitária, oferta de serviços para retiradas de entulhos e de descartes do entorno e pátio das residências, soluções de problemas específicos dos bairros, limpeza de valetas, ruas.