Dia Mundial da Pessoa Portadora de Deficiência será lembrado no dia de Direitos Humanos

Por Divulgação 01-12-2003 | 00:00:00
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O Dia Mundial da Pessoa Portadora de Deficiência, que acontece amanhã(3), será marcado em Pelotas no dia 10 deste mês junto com o Dia dos Direitos Humanos. A informação é da coordenadora dos PPDs da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Cidadania e Assistência Social, Márcia Cunha. A programação está sendo finalizada e será divulgada nos próximos dias. Criado recentemente, o programa visa zelar pelo cumprimento dos direitos e pela inclusão dos deficientes na sociedade, servindo como fiscalizador das ações públicas e levando em consideração as necessidades peculiares que estes cidadãos possuem. São parceiros neste trabalho o Conselho Municipal de PPDs, a Associação dos Deficientes Físicos, a Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes e escolas especiais, como a Alfredo Dub, única no gênero na região. Para Luiz Fernando Borges, 49, dependente de cadeira de rodas desde os três anos e integrante do Movimento Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes, apesar de todas as dificuldades “já se percebe uma retomada de conscientização sobre a necessidade de inclusão social e estão sendo abertos espaços para contextualização destes problemas. Um exemplo é a transformação de atitudes do próprio Conselho que deixa de ser assistencialista”, observa. Borges classifica como fundamental a presença do Poder Público neste processo para acabar com o assistencialismo, encaminhando e promovendo ações para o ser humano. “É preciso acabar com esta mentalidade de que não podemos fazer nada, que temos que ficar reclusos, quietos em casa”. Segundo ele, a primeira barreira a ser vencida é a interna, para acabar com os complexos do próprio deficiente e da família que muitas vezes o considera incapaz. Segue-se a esta o transporte e a sensibilidade humana, culminando com as barreiras arquitetônicas, já que quase todos os prédios públicos não foram construídos visando também o deficiente. Ressalta que as adaptações não funcionam, pois são emergenciais, e cobra a falta de sensibilidade dos dirigentes neste processo de inclusão social. Luiz Borges teve poliomielite aos dois anos de idade.

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