“É conversando que a gente se entende” debate a guerra
O projeto É Conversando que a gente se entende, debate hoje(4) a partir das 18h, no foyer do Theatro Sete de Abril, o tema ”Reinventando a guerra, inventando a paz”. O assunto será tratado pelo professor de História, Edir Vieira Filho. Nada parece mais universal do que a guerra. Há e houve guerras em todas as sociedades. Mas, é preciso perguntar, será que se trata realmente de um mesmo fenômeno? Não será possível encontrar por trás dessa aparente unidade uma enorme diversidade de significados? Porque, de fato, se guerras sempre foram feitas, é provável que haja pouca semelhança entre, digamos, uma guerra na Idade Média e uma que estejamos assistindo hoje. De outro modo, cabe ainda perguntar: será que a guerra é algo intrínseco ao ser humano, parte da sua natureza? Talvez se possa responder que o homem é aquilo que é, nem bom, nem mau, tornando-se uma ou outra dessas coisas, ou mesmo as duas simultaneamente, conforme o espaço que cada sociedade reserva à violência. Aliás, falar de violência é falar que a guerra pode estar, perfeitamente, ao nosso lado, crescendo na medida mesmo em que não nos mostramos capazes de resolver os nossos problemas mais graves, como, por exemplo, a profunda desigualdade que atravessa a sociedade contemporânea. Em paralelo a tudo isso, e trazendo todas essas questões para perto de nós, deveremos ainda, e sempre, perguntar: quem ganha com a guerra e com a violência? Somente respondendo essa e aquelas outras perguntas, seremos capazes de fornecer algum tipo resposta, espera-se que ela seja um pouco mais realista, àquela pergunta que cresce conforme cresce a própria violência: será possível um mundo sem guerra?