EGP oportuniza roda de conversa entre pais
Evento da Escola de Gestão Pública reuniu servidores beneficiários da licença-paternidade ampliada
A Secretaria de Recursos Humanos (Serh) sediou, na manhã desta quinta-feira (20), o encontro anual de servidores beneficiários do Programa Paternidade Consciente e Ativa da Escola de Gestão Pública (EGP) da Prefeitura. A roda de conversa, um dos requisitos à concessão da licença-paternidade estendida para 45 dias, foi conduzida pela integrante do Núcleo de Ensino da EGP, Nilian Hackbart. A programação do evento abrangeu dinâmica de grupo, palestras e apresentação de vídeo sobre os primeiros contatos na primeira infância. As atividades serviram de subsídio ao debate, ao qual os funcionários se engajaram espontaneamente.
A participação mais efetiva dos pais nos cuidados, durante a fase do pós-parto, gera um vínculo fundamental ao desenvolvimento saudável do filho", assinalou Nilian, mencionando também o incentivo do Município à parentalidade responsável, afetiva, consciente, ativa e inclusiva.
Exposições com debate
Conforme idealizado pela coordenadora da Escola, procuradora geral do Município, Cristiane Grequi Cardoso, a reunião oportunizou troca de vivências, reflexões sobre o papel do pai e avaliação da importância da licença ampliada. A exposição da psicóloga do Setor de Desenvolvimento de Pessoal da Serh, Renata Bauer, centrou-se na evolução da criança impulsionada pelas relações, pelos laços afetivos estabelecidos com ela. "Valorizar cada conexão, cada elo constrói o adulto que vai progredir saudavelmente", enfatizou.
Ao versar acerca da "Paternidade Ativa, Presença que transforma", título da explanação, a enfermeira da rede municipal de saúde, Larissa de Souza, abriu os questionamentos: "que tipo de pai eu aprendi a ser"? Após diversas manifestações, a profissional abordou a mudança atual do padrão comportamental.
Existem dois caminhos – seguir o ciclo edificante da estrutura psicoemocional salutar do filho ou da filha ou romper o antigo", apontou.
O que dizem os funcionários
Pai "de primeira viagem" da Laura, Léo Ricardo Farias, 38 anos, professor de Ciências, falou em "estar presente de fato". Segundo o servidor municipal, o momento da divisão das tarefas possui caráter valoroso "ao núcleo familiar, não somente ao recém-nascido, mas à mulher, que também precisa de cuidados".
Secretário de Escola, Fernando Guterres tornou-se pai da Nicole quando ela tinha 1 ano e 12 meses, a partir do planejamento da adoção construído com a esposa. Para o municipário, a licença-paternidade mais longa surtiu efeitos bastante positivos na aproximação e na criação da ligação afetiva com a filha.
"Eu recebo mais do que eu dou; a paternidade me torna mais feliz", afirmou o professor de Educação Física, Tiago Clasen, 42 anos. Ele é pai da Aurora, 10 meses de idade, e do Artur, 10 anos. De acordo com o relato do funcionário, o nascimento por meio de cesariana exigiu mais atribuições. "Dedicação, carinho e proteção a ambas foram e são indispensáveis, porque a mãe precisa se recuperar da cirurgia, descansar e readaptar-se psicologicamente", contou o docente, cujas preocupações coincidem com a do colega Léo: abraçar os afazeres da casa.