Empresas vencedoras de licitação para obras do Monumenta assinam contrato
Os prédios da Casa Dois e do Grande Hotel deverão estar “abertos” para obras dentro de dez dias, conforme previsão das empresas vencedoras da licitação para as obras de recuperação do Programa Monumenta. O anúncio foi feito pelo prefeito Fernando Marroni e ontem(1º), durante a assinatura dos contratos com as empresas Portonovo Empreendimentos & Construções e Marques Imóveis. Também foi formalizado o contrato com a Turuçu Empresa Construtora de Obras, responsável pelas obras de recuperação do banheiro público do Mercado Central, contrapartida da Prefeitura no Monumenta. A Portonovo será responsável pela obra da fachada e cobertura do prédio do Grande Hotel. Segundo a representante da empresa, engenheira Adriana Corbelli, a previsão de entrega da obra orçada em R$ 623 mil, é de nove meses. Mesmo com um extenso e qualificado currículo na área de prédios históricos, a empresa que possui mais de 20 anos de experiência em construção, participa pela primeira vez de uma obra do Programa Monumenta. Na capital foram responsáveis pelas obras de restauro da Casa Mário Quintana, Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS), Mercado Público, Palácio do Vice Governador, entre outras. A idéia da engenheira é de utilizar mão de obra local. “Já tomei conhecimento dos diversos cursos de qualificação realizados na cidade e sei da demanda qualificada de mão-de-obra existente”, disse ela. A mesma linha deverá ser seguida nas obras de recuperação da Casa Dois, segundo o engenheiro Rui Marques, da Marques Imóveis. “Em um primeiro momento estaremos fazendo a instalação da obra, cercando, colocando os tapumes e andaimes e estabelecendo o planejamento de cada etapa”, explicou Marques. A expectativa de conclusão da obra é de 14 meses. A empresa já realizou o restauro do Theatro Sete de Abril, Faculdade de Direito e de Agronomia Eliseu Maciel, além de tantas outras edificações na área da construção civil. A secretária de Cultura, Renata Requião ratificou que os prédios estarão abertos para obras, inclusive os tapumes deverão ser utilizados como um espaço de arte. “Queremos que as obras tenham vida e que as pessoas participem dessa reconstrução”, salientou. A equipe do Escritório Técnico da Secult estará presente, acompanhando todas etapas de desenvolvimento do processo. “O canteiro de obras vai ser um canteiro escola, qualificando ainda mais nosso pessoal”, explicou a secretária.