Encontro da saúde mental reúne 1,3 mil

Por Divulgação 21-10-2004 | 00:00:00
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Mais de 1,3 mil pessoas participaram hoje (21) do 9º Encontro Regional da Saúde Mental, promovido pela Prefeitura, das 9h às 18h, na sede campestre do Centro Português. Estiveram reunidos todos os serviços dos municípios ligados à 3ª Coordenadoria Regional de Saúde. O evento integra a programação alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado dia 10. Junto ao evento aconteceu a 9ª edição do Encontrão, momento de confraternização e de convivência coletiva entre os usuários, familiares e profissionais que atuam nesta área. Segundo o coordenador de Saúde Mental da Secretaria da Saúde e Bem-Estar (SMSBE), Eduardo Brod, o objetivo da iniciativa foi de reforçar o movimento da reforma psiquiátrica, que no Brasil já dura quase 20 anos, constituindo-se numa estrutura de uma rede de saúde mental diversificada. O encontro festivo é realizado anualmente no mês de outubro pela Prefeitura, de acordo com a política de promoção dos direitos humanos do paciente com transtornos mentais. Constaram da programação atividades culturais e artísticas, além da feira de artesanato produzido pelos usuários e exposição de fotos de atividades físicas, esportivas e oficinas terapêuticas. Apresentaram-se grupos musicais, vocais e de dança, grupo teatral, invernada e apresentações individuais, almoço de confraternização e baile com animação do Grupo Musical Itapema. Através dos CAPs (Centro de Atenção Psicossocial) mantidos pela Prefeitura são atendidos 2 mil usuários por mês. São seis unidades regionalizadas e uma central que atende a usuários de álcool e drogas. Em cada um deles atua uma equipe multidisciplinar composta de psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeiro, técnicos em Educação Física, Artes, Música e Artesanato, auxiliares de enfermagem e equipe básica de funcionários. Os usuários participam de atividades em grupo e individual, recebem alimentação, medicação e todo o acompanhamento necessário. Os tratamentos baseiam-se na reinserção dos usuários na vida familiar e comunitária entendendo como eixo terapêutico central à promoção da cidadania e o cuidado em liberdade, sob a ótica de que as pessoas com transtornos mentais não devem ser isoladas ou confinadas.

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