Esculturas em madeira de Camilo Pereira na Sala Frederico Trebbi

Por Divulgação 10-09-2003 | 00:00:00
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As obras de madeira entalhada de Camilo Pereira estão de volta à Sala Frederico Trebbi a partir das 18h de hoje(11). Foi exatamente neste local, há 23 anos atrás, que ele fez sua primeira exposição. Até então o trabalho de entalhe em madeira era ocupação para as horas vagas, quando descansava das lidas diárias da vida no campo. Um amigo do patrão descobriu o potencial do autodidata e passou a divulgar as peças de Camilo Pereira entre os amigos, que por sua vez levaram a mais amigos, disseminando assim, as esculturas por estes pagos. Depois da primeira exposição em 1980, a vida de peão deu espaço a do talentoso escultor, que transforma pedaços de madeira em peças com motivos regionais. A aceitação do trabalho foi tanta que vendeu todas as 15 peças na primeira mostra. “A gente nunca sabe como as pessoas vão receber o trabalho, mas a partir daí nunca mais parei de esculpir”, conta. Depois de trocar a vida no campo pela cidade seus trabalhos já rodaram por diversos países. “Minhas peças já viajaram para Alemanha, Argentina, Uruguai, Chile e até o Japão”, comemora. As peças são talhadas na maioria em madeiras como cedro e cinamomo. “São mais fáceis de trabalhar”, explica, “eventualmente faço alguma coisa em figueira, mas sempre usando madeira que encontro jogado fora”. Para mostra, que vai até o próximo dia 30 deste mês, ele preparou 13 esculturas e seis entalhes. “Toda minha inspiração vem das nossas raízes regionais”, enfatiza. Entre os locais que esteve divulgando suas obras, ele destaca exposições como a de Córdoba, na Argentina, Montevidéu, no Uruguai e da Faculdade Moacir Bastos, no Rio de Janeiro. Hoje, aos 52 anos, Camilo Pereira comemora o fato de viver da sua arte. ‘Não existe prazer maior do que se fazer o que gosta e poder viver disso “. A genética também se encarregou de perpetuar o talento do entalhe em madeira, dando ao filho de 26 anos o mesmo privilégio. “Meu filho começou como eu, também é autodidata e faz o mesmo tipo de escultura com a mesma temática”, orgulha-se. O horário de visitação para o público é de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Já as visitas monitoradas podem ser agendadas no setor de exposição da coordenadoria de Artes da Palavra e da Imagem (CAPI), pelo telefone 225.6424.

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