Estudantes acompanham a história de Pelotas em visita ao Museu da Baronesa
Estudantes da terceira série da Escola Independência presenciaram ontem(14) pela manhã, como era a realidade das famílias no século XIX. O Programa “O Legal no Museu é...”, desenvolvido pela Secult, está levando estudantes a acompanharem a história contata de forma interativa. Através de oficinas, teatro de fantoches, dança afro e figuração típica, os estudantes fazem uma viagem ao tempo em que a vida aristocrática contrastava com o trabalho escravo. Ontem, cerca de 27 estudantes, com idades aproximadas de nove anos, dançaram ao som da música afro e familiarizaram-se com os instrumentos de percussão utilizados na época, pelos escravos. Após, os estudantes acompanharam a guia do Museu, que explicava em detalhes toda a história da Família Antunes Maciel, a origem dos objetos expostos, em um passeio interativo pela casa. No passeio, os estudantes puderam interagir com dois personagens, o Barão, e a escrava cozinheira. O primeiro recebeu as crianças em seu escritório, imitando gestos e ações de época. Na cozinha, a escrava, respondeu questionamentos das crianças. O programa, explica a coordenadora do Museu, Carla Gastaud, tem por objetivo despertar o olhar das crianças para o patrimônio cultural, de forma que elas compreendam o processo histórico no qual o município está inserido. “ Procuramos trabalhar com crianças da terceira série das escolas do município, pois é neste período que eles estudam sobre Pelotas”, diz ela. Para a professora da Escola Independência, Maria Noemi Vieira, a iniciativa é muito boa, pois proporciona uma relação de forma diferente com o que foi estudado, e a forma como está sendo apresentada. “Os ensinamentos enriquecem não só os estudantes, mas também a nós professores, que passamos a nos identificar de outra forma com a história”. Na primeira etapa do programa a equipe do Museu participa de uma reunião com a direção da escola, professores e turmas de terceira séries. Neste momento é realizada uma oficina com o objetivo de trabalhar a valorização das peças do museu através de uma reflexão histórica. Também é apresentado o teatro de fantoches, como forma de motivação as crianças conhecerem o Museu. A visita ao Parque da Baronesa acontece somente no segundo dia, momento em que, a equipe da Secult e oficineiros, contam a história da cidade aos estudantes, contextualizando o Museu e fazendo com que as crianças acompanhem através de desenhos, a construção da cidade. A próxima etapa é a dança afro, onde é mostrado a origem dos escravos, que eram os trabalhadores da época, suas crenças e rituais, os instrumentos musicais utilizados por eles, e a origem da música. No interior do Museu as crianças são acompanhados por um guia, que mostra de forma didática o acervo, ao mesmo tempo em que surgem as duas personagens, o Barão e a escrava, para interagirem com os estudantes. Após a visita, acontece uma conversa final, onde as crianças opinam sobre o que aprenderam, e o que mais chamou a atenção durante o programa. As turmas, ao término do programa, recebem um convite cortesia, o “passe pai”, para que as crianças possam levar os pais ou responsáveis. Segundo Carla Gastaud, até o final do ano a participação das escolas no programa já está totalmente agendado. “A cada semana uma escola deverá participar do programa”, explica, “mas aquelas interessadas em visitar o museu podem marcar sua visita”. Na semana que vem uma nova turma do Colégio Independência deverá participar do programa e na seqüência os estudantes da Escola Francisco Barreto, do Laranjal. XXXXXXXXXXXXXXXX