Exposição artística de usuários do Caps está aberta à visitação na Prefeitura
As obras foram produzidas durantes as oficinas de arteterapia e buscam mostrar as possibilidades de expressão do inconsciente
Nesta terça-feira (23), foi inaugurada a segunda edição da exposição artística “Pincelando Emoções” na Sala Frederico Trebbi, no Paço Municipal. Promovida pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde, a mostra reúne pinturas produzidas por usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e ficará disponível até dia 02 de julho para visitação.
O momento contou com um cerimonial de inauguração, no qual os participantes das oficinas de arteterapia dos Caps levaram apresentações musicais, experimentos cênicos e declarações de poesias.
Imagens: Tobias Bernardo/Secom
De acordo com a coordenadora da Raps, Luciane Kantorski, o objetivo da exposição é mostrar para a população a possibilidade de expressão do inconsciente, além da capacidade de usuários dos serviços de saúde mental em produzir obras impressionantes.
A expressão humana não se restringe a palavras, ela pode ser feita por meio da arte”, declarou Luciane.
Uma das artes que estão em exposição, é a “Tessituras do Inconsciente”, sendo um trabalho coletivo produzido no Caps Castelo, fazendo uso de uma combinação de materiais de linha. Segundo Vanderlei de Lima, um dos artistas responsáveis, o processo de criação da obra forneceu uma melhora significativa em sua vida emocional. “Foi uma aprendizagem muito legal, com eles ali eu consegui. Eu me senti acolhido, com mais animação e esperança”, afirmou.
A primeira imagem é da obra “Tessituras do Inconsciente”. Imagens: Tobias Bernardo/Secom
Conforme a arte-terapeuta Janaina Dutra, a arteterapia utiliza várias técnicas, como pintura, desenho, dança e meditação. Além disso, geralmente, através da arte, é possível acessar traumas e trabalhar os sintomas gerados por eles, já que a imagem alcança muitas coisas que as palavras não conseguem. “Com a arte, o sentimento flui e ajuda nesse processo de enxergar e entender questões internas”, explicou Janaina.
Cid Branco é usuário do Caps Porto e estudante de teatro, sendo o responsável pelo experimento cênico apresentado no cerimonial. “O teatro me traz o protagonismo: de eu ser quem eu sou, de ter espaço, de poder ir e vir. E a arte, ela me liberta”.