Expositores e SMDE debatem regulamentação da Feira Dominical
    O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Umberto Delevati, esteve reunido na última quarta-feira (28) com os expositores da "Feira Dominical" para debater o novo regulamento e licenciamento para o exercício de 2002, estabelecendo assim, um novo estágio de desenvolvimento para a feira. Um dos pontos de pauta da reunião com a SMDE, debatido e aprovado pela maioria, foi o licenciamento dos feirantes, que passará a ser anual com uma taxa estabelecida de dois URM por espaço. Cada espaço será de 3 m, sendo permitido no máximo dois espaços por feirante.     Outro ponto importante acordado com os expositores foi a determinação de que nos dias de feira, das 8h às 20h, será expressamente proibido o estacionamento de qualquer tipo de veículo em cima dos canteiros da Av. Bento Gonçalves. "Priorizar espaço para as bancas e para o transito dos consumidores, legitima e resolve um problema antigo". Com a municipalização do trânsito será mais fácil o controle de carros estacionados indevidamente neste local conclui o secretário.     Também ficou definido, que não será permitido a venda de produtos industrializados, "esse é um espaço de geração de renda, onde o cidadão que está excluído do processo de trabalho e desenvolve um trabalho artesanal ou caseiro, pode comercializar o seu produto", comentou Delevati. Segundo o novo regulamento, as licenças terão validade anual de 1º de janeiro à 31 de dezembro, sendo uma por família desde que vivam sob o mesmo teto. A SMDE estará fazendo vistoria dos produtos a serem comercializados no ato do licenciamento a fim de que seja comprovado o seu caráter artesanal ou caseiro.     Para o ano de 2002 as licenças se darão em fevereiro para renovações e em março para novas solicitações. Atualmente o cadastro de feirantes conta com cerca de 170 nomes.     A partir dos debates desta reunião será formado um conselho de feirantes, sendo dois representantes por quadra. Segundo Delevati, a idéia é de priorizar pessoas excluídas do mercado de trabalho, como ex-presidiários, deficientes físicos e visuais, que produzam algum tipo de produto artesanal, manual ou de produção solidária.     "Fico satisfeito, já que os feirantes atenderam a convocação de forma expressiva e todas as propostas foram debatidas e defendidas democraticamente", finaliza o secretário.