Festival de Teatro na comemoração dos 192 anos de Pelotas

Por Divulgação 05-07-2004 | 00:00:00
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O Festival de Teatro, que está dentro das comemorações dos 192 anos de Pelotas, apresenta amanhã, dia 6, terça-feira, no Theatro Sete de Abril, as peças Nadin Nadinha, que terá início ás 15:00h e Pic Nic que iniciará ás 21:00h.O ingresso está sendo vendido a R$ 4,00 e R$ 2,00, na bilheteria do teatro. Nadin Nadinha, baseado no original Nadim contra o Rei de Fuleiró, é uma visita a um lugar comum e singular. Fuleiró entre 1.300 d.C. e hoje, onde encontramos Nadim, a mulher gorda e a moça, personagens em um tempo indeterminado, mas determinados por uma realidade absurda e grotesca onde comemora-se uma vitória sem causa. Nesta comemoração Nadim deflagra um enfrentamento ao gritar palavras de ordem, e ao não retratar-se é julgado e condenado. Em Fuleiró morrem duas crianças por minuto, mas o povo nasce e vive cantando suas alegrias e tristezas, seu canto, sua força e sua união. Entre mandos e desmandos Nadim é condenado e executado, mas sua morte torna-se reveladora para o povo e um mistério para Rainha e sua corte. Nadim morto e Nadim ressuscitado. Nesta ambientação se desenvolvem inúmeras trapalhadas de parcela, fração, esbirro, belleguin, galfarro, meirinho e Alferesmor, com personalidades contraditórias e simplistas reveladas pelo ridículo de suas ações ao manterem suas posições.Levando suas alucinações as últimas conseqüências a rainha depara-se com seu fim e recomeça em Fuleiró uma nova velha ordem. A peça tem no elenco Alex Fagundes, Cíntia Viana, Laerte Pedroso, Miguel Ângelo, Juliane Grimberg, Felipe Pereira, Camila Gamino, Marcel Ramos, Natalia Medeiros, Fabio Marques, Cássia Miranda e Roberta Javier. Direção de Flávio Dornelles. Pic Nic é um espetáculo brasileiro 100% espanhol que, através de uma linguagem universal, aborda questões comuns a todos nós. Numa seqüência de situações corriqueiras, o Palhaço vai revelando suas “zonas errôneas”, expondo sua alma contraditória. De maneira ingênua e atrevida aborda e compartilha suas fantasias com o público.Os conflitos se sucedem de maneira continua, expondo de maneira visível suas fragilidades, criando um vínculo de cumplicidade com o público, construindo uma ponte entre fantasia e realidade, um espelho onde todos nós podemos enxergar nossas próprias almas, onde tudo é possível, pois esse é o espaço da brincadeira, da imaginação e da inocência.... A cabeça do Palhaço é adulta, inteligente, porém sua alma é de criança! Tem espírito livre e transgressor, não se sujeita a convenções, não tem preconceito... O riso é o antídoto, o que nos salva da visão totalitária do mundo e nos permite sobreviver à solidão, transformando o cotidiano em fantástico, o impossível em possível, o sonho em realidade... A peça tem como ator e autor Pepe Nuñez, que faz o Palhaço, e direção de Lily Curcio e Abel Saavedra.

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