Largo do Mercado lota para o concerto final do Festival do Sesc
Orquestra Acadêmica emocionou o público no encerramento da 14ª edição, que teve quase o dobro de apresentações do ano anterior. Prefeitura deu apoio
Apesar da previsão de chuvas, em torno de cinco mil pessoas lotaram o Largo do Mercado Central e ocuparam as ruas adjacentes, no Centro Histórico de Pelotas, na noite desta sexta-feira (30), para assistir o concerto da Orquestra Sinfônica Acadêmica, no encerramento do 14º Festival Internacional Sesc de Música. Apoiadora institucional do evento, a Prefeitura de Pelotas esteve representada pelo prefeito Fernando Marroni e pela vice-prefeita Daniela Brizolara. Para Marroni, a noite de encerramento do Festival é um daqueles momentos em que a cidade pode olhar para trás com orgulho e para frente com esperança.
“Prefiro pensar que seja apenas um ‘entre atos’. Daqui 11 meses e alguns dias, as cortinas se abrirão novamente para a décima quinta edição. Porque Pelotas conquistou esse lugar de privilégio, de ser a sede permanente deste que já se consagrou como um dos maiores eventos de formação e difusão musical da América Latina. Conquistou porque os pelotenses apreciam a música de concerto, comparecem em peso nas apresentações e aplaudem com entusiasmo aqueles que dão vida às partituras”, refletiu o prefeito.
Fotos: Tobias Bernardo
O Concerto de Encerramento
Composta por alunos do Festival e regida por Evandro Matté, a Orquestra Sinfônica Acadêmica apresentou uma celebração à diversidade e à beleza da música de concerto. Com obras de Vivaldi (1678-1741), Radamés Gnattali (1906-1988) e Liduino Pitombeira (1962), entre outros, o programa prestou três homenagens: aos 400 anos das Missões Jesuíticas, aos 100 anos do Centro Português de Pelotas e à bailarina e professora de dança pelotense Dicléa Ferreira de Souza, que foi convidada a subir ao palco, recebeu um buquê de flores e foi ovacionada intensamente.
Fotos: Tobias Bernardo
O Grupo Ballet de Pelotas apresentou belíssimas coreografias de dança e o Grupo de Street Dance interagiu com “O Lago do Cisne”, de Tchaikovsky, e “Libertango”, de Piazolla (esta foi a escolha do maestro para o bis), proporcionando um encontro surpreendente e emocionante entre o erudito e o popular, o clássico e o contemporâneo. O número final, que contou com a participação do Coral da Sociedade Pelotense Música pela Música (SPMM), foi muito aplaudido – integrantes do coral surpreenderam a plateia ao aparecerem em nove janelas laterais do Paço Municipal, voltadas para o Largo do Mercado. O concerto teve tradução em libras.
Por volta das 22h, quando o concerto de aproximava do final, uma chuva fina espantou parte do público, o que causou um movimento tranquilo de pessoas em direções opostas, visto que muitas daquelas que estavam mais distantes do palco aproveitaram para se aproximar e curtir de perto as últimas canções.
Fotos: Tobias Bernardo
As novidades
De 19 a 30 de janeiro, o Festival do Sesc reuniu 400 estudantes de música de concerto de todo o país e 59 professores renomados brasileiros e de diversos países do mundo, e, além das atividades de formação, ofereceu 115 apresentações culturais gratuitas e abertas ao público – quase o dobro do ano anterior, que ofereceu 63 –, incluindo atividades na comunidade, Blitz no Comércio e apresentações no Lounge do Mercado, instalado este ano pela primeira vez.
Cápsula do Tempo
Outra novidade desta edição foi a Cápsula do Tempo, disponibilizada no Lounge do Mercado e no Theatro Guarany. Estudantes e professores participantes do Festival e o público em geral foi convidado a responder à pergunta: “Que lembrança do Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas você gostaria que o futuro guardasse?” A Cápsula ficará em exposição permanente no Sesc Pelotas e será aberta na vigésima edição do Festival, em 2032. “Pelotas se orgulha muito de ser a anfitriã deste espetacular Festival. Agradecemos e parabenizamos os músicos, que são os verdadeiros protagonistas, e desejamos que voltem sempre e aqui se sintam em casa. Acredito que, no futuro, ao abrirem essa Cápsula, serão encontradas não apenas lembranças, mas a prova de que, em janeiro de 2026, Pelotas escolheu ouvir, ensinar, aprender e sentir. Escolheu se emocionar”, ponderou Marroni.
O Festival é realizado pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP-RS), com apoio educacional das universidades UFPel, UCPel, Faculdade Senac e Unisinos, e apoio cultural da OSPA e Expresso Embaixador. Diversas secretarias municipais contribuíram com serviços para levar mais conforto e segurança ao público e participantes.