Marroni decreta situação de emergência em Pelotas
É o quinto documento motivado por eventos climáticos extremos em dez meses no município, o terceiro desde a vigência do fenômeno El Niño
O prefeito Fernando Marroni decretou situação de emergência nível II no município na manhã desta quinta-feira (24), diante da extensão dos estragos provocados pela tempestade severa da madrugada de segunda-feira (21). O documento é válido por 180 dias, período em que a administração poderá adotar medidas cabíveis para atender as necessidades provocadas pelo evento climático extremo, como aquisição de bens e materiais, e contratação de obras e serviços necessários no enfrentamento da situação.
É o quinto decreto de emergência emitido pelo chefe do Executivo nos últimos dez meses - o terceiro sob influência do fenômeno climático El Niño. Em quase um ano, o município sofreu com dois ciclones extratropicais, um tornado, chuvas intensas (111,4 milímetros em 24 horas entre os dias 16 e 17 de agosto), e agora a tempestade convectiva com vendaval. As avarias do temporal de granizo do dia 27 de agosto, que atingiu mais severamente o Balneário dos Prazeres (Barro Duro) e a Colônia de Pescadores Z3, foram incorporadas ao decreto de emergência do dia 17 do mês passado (chuvas intensas).
É um desafio que está colocado a todos nós. Todos somos atingidos de alguma maneira, ainda há milhares de pessoas na manhã desta quinta-feira em Pelotas, por exemplo, sem energia elétrica e sinal de internet - administrar uma cidade com carências históricas de infraestrutura já é difícil, quando é castigada por sucessivos eventos extremos nos obriga a declarar emergência para facilitar acesso a recursos que necessitamos para ajudar na reconstrução do município e, principalmente, da vida das pessoas”, disse Marroni.
O chefe do Executivo acredita que a homologação do decreto seja ágil. O documento será encaminhado à equipe da Secretaria Nacional da Defesa Civil, que está em Pelotas desde terça-feira (22). É a segunda vez que o governo federal encaminha servidores da Defesa Civil nacional ao município, em pouco mais de um mês, para atender as prefeituras que precisam administrar a crise provocada por condições climáticas adversas.
No decreto, de número 7.243, a administração municipal justifica a decisão pelos danos materiais em imóveis, estrutura, equipamentos públicos, infraestrutura urbana, quedas de árvores, interrupção de energia elétrica, sinal de internet e abastecimento de água, o que afeta diretamente tanto a população e os serviços essenciais - condição que demanda mobilização de recursos financeiros, humanos e materiais para o atendimento das ocorrências e restabelecimento da normalidade. Além do prefeito, o documento é assinado pelo secretário de Governo, Pedro Bittencourt Jr.