Marroni define recursos com Banco Mundial

Por Divulgação 15-05-2003 | 00:00:00
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  O prefeito Fernando Marroni participou ontem(15) em Brasília de reunião com uma representação do Banco Mundial onde ficou definido que o banco irá diversificar os instrumentos de financiamento através de investimentos para o futuro urbano dos municípios. “Estamos muito animados com a reunião já que com esta nova modalidade o banco mostrou a possibilidade de buscar recursos, a fundo perdido, para elaboração de projetos”, comemorou o prefeito.
  Marroni esteve acompanhado dos prefeitos de Rio Grande, Fábio Branco e de Santa Maria, Valdeci Oliveira, cidades convidadas para a participar da nova idéia. “O projeto piloto do banco tem como objetivo a criação de novas experiências de relacionamento com os municípios, já que estes possuem maior capacidade de execução e ao mesmo tempo de endividamento”, explica Marroni.
  Os estudos do banco apontam para crescente descentralização e transferência do poder de decisão político e econômico para as cidades, as regiões e as várias instâncias de governos subnacionais, num movimento que está relacionado com a tendência recente de democratização da vida política nas nações em desenvolvimento. O Brasil atualmente é o décimo segundo acionista do Banco Mundial, operando com recursos na ordem de R$ 1 bilhão e financiamentos com juros entre 3,0% e 4%. “A proposta do banco é de diversificar os instrumentos de financiamento para ganhar mais capilaridade e trabalhar com os municípios, expandindo os recursos para até R$ 2,5 bilhões”, ratificou o prefeito.
  Segundo ele, as principais áreas de abrangência dos projetos financiados, são focados na geração de trabalho e renda, saneamento, meio ambiente, habitação e transporte, ou seja, áreas voltadas ao futuro urbano. De acordo com a proposta os financiamentos tem carência de seis anos com prazo de 15 a 25 anos de pagamento. “Dependendo do projeto a possibilidade é de financiamento de até 90% do valor total com uma contrapartida de 10% ou 20% para os municípios que integrarem o projeto”, observa o prefeito. Além de Pelotas, Rio Grande e Santa Maria a representação do banco acenou com a possibilidade de incluir os municípios de Uruguaiana e Bagé.
  Nas próximas semanas um consultor do Banco Mundial estará visitando as três cidade recolhendo informações para estabelecer junto aos prefeitos os procedimentos de efetivação do projeto. Marroni ressalta que um projeto desta envergadura não se faz em menos de um ano. “Acredito que durante este tempo possamos elaborar a carta consulta para aprovação pelo Banco Mundial e Senado”.
  A nova modalidade de investimento do banco nos municípios é baseada na opinião do presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn de que a descentralização pode resultar em governos mais eficientes e sensíveis às demandas da sociedade. Segundo o economista do Banco Mundial, Shahid Yusuf, a descentralização bem-sucedida cria uma situação na qual entidades locais e outros grupos na sociedade ficam livres para exercer autonomia individual, mas têm também incentivos para trabalhar conjuntamente.

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