Mostra de Cristina Bicca na sala Frederico Trebbi

Por Divulgação 10-04-2003 | 00:00:00
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  A artista plástica Cristina Bicca expõe até 9 de maio na Sala Frederico Trebbi, Hall da Prefeitura. A mostra , intitulada “Arte, Vida, Imagem e Poesia”, pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 8h às 18h. O trabalho mescla obras de gravura, pintura e desenho, além de algumas experiências em cerâmica.  
São mais de 100 obras, divididos entre a arte bidimensional e tridimensional. Nos trabalhos em gravura ela diversificou técnicas explorando desde a monotipia, serigrafia, calcografia (gravura em metal), litografia (gravura em pedra), xilogravura (gravura em madeira) até a linóleogravura. “A linoleogravura é um processo semelhante à xilogravura em que usamos uma forma emborrachada”, explica a artista. Os trabalhos em desenho e pintura misturam cerca de 15 técnicas diferentes com pigmentos a base de água e óleo.  
Nos trabalhos em cerâmica ela usou as técnicas de pintura denominadas engobe e raku. Mesmo admitindo não ser uma ceramista, Cristina Bicca descobriu o prazer desta arte tridimensional há cerca de seis anos e desde então incluiu na sua forma de expressão. “Arte é atenção, exercício, criação. Permite uma infinidade de sugestões”, observa. Desde a infância ela conta ter uma forte ligação com a pintura e o desenho, mas o reconhecimento veio com muito trabalho. No ano passado foi selecionada, com mais 23 brasileiros, para expor na primeira etapa do VII Circuito Nacional de Arte Brasileira que percorreu Paris, Viena e terminou no museu Nacional do Rio de Janeiro. Este ano foi escolhida a participar da segunda etapa, mas infelizmente a falta de patrocínio não permitiu a participação da artista na mostra itinerante internacional que acontecerá no mês de maio em Londres, Viena, Madri e Lisboa. Em breve outros locais estarão recebendo a arte de Cristina, que manteve contatos com curadores do Memorial do Rio Grande do Sul e futuramente deverá estar em Alegrete, Rio Grande e Florianópolis, além da Bienal do RS em 2004.  
“Arte é liberdade’, segundo ela que se considera uma sobrevivente da arte. Para a mostra que se inicia, ela tem a expectativa de poder mostrar a um grande número de pessoas o seu trabalho. “É o meio que tenho de fazer as pessoas pensarem na arte, principalmente aquelas que não têm acesso, a arte não pode ser elitista e sim democrática”, finaliza.

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