Prefeitura assina contrato para reassentamento da Comunidade São Gonçalo
Contrato envolvendo Prefeitura, Supermercado Guanabara e Bunge Alimentos foi assinado na manhã de ontem (14), no salão nobre, dando início ao programa de assentamento das 98 famílias da Comunidade São Gonçalo, localizada no terreno da margem deste canal. Conforme o documento, a Prefeitura cede uma área pública, situada na avenida Dom Joaquim, ao supermercado Guanabara que, em troca, adquire metade de um terreno localizado nas proximidades da antiga empresa Ceval. A Prefeitura se responsabiliza pela compra da outra metade, operação que permitirá alcançar as dimensões necessárias ao local de reassentamento da Comunidade São Gonçalo. O contrato foi assinado pelo prefeito Fernando Marroni, o diretor administrativo da Bunge Alimentos, Sandro Roberto Pereira e o diretor do Supermercado Guanabara, Luís Carvalho. Discursaram na ocasião: o secretário de Habitação e Cooperativismo, Paulo Oppa Ribeiro, o gerente Industrial da Bunge Alimentos, Roberto Collares, vice prefeito Mário Filho e prefeito Fernando Marroni. Lembrando que a comunidade conta com 60 catadores de papelão, 15 pescadores, com os demais se dedicando a outros tipos de atividades, Paulo Oppa Ribeiro revelou que a Prefeitura manteve a preocupação em escolher uma área de reassentamento cuja localização não levasse ninguém a mudar seu tipo de trabalho. Ele afirmou também que o próximo passo será a busca de recursos para dar infra-estrutura ao terreno. Destacando o empenho do prefeito Fernando Marroni em solucionar o problema do reassentamento, o vice-prefeito Mário Filho salientou que a Comunidade São Gonçalo, até aqui vista como o símbolo da exclusão, passa a ser agora o marco da inclusão. Ao relatar que, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o presidente Lula manifestou sua disposição de liberar recursos para obras de saneamento e infra-estrutura nos municípios, Fernando Marroni ponderou que buscaria usar este caminho para captar as verbas necessárias para dar condições ao novo loteamento. Argumentou, entretanto, que a construção das casas deve ser feita em regime de mutirão, conforme o novo sistema de relações comunitárias inaugurado pelo atual Presidente da República. Tanto Marroni quanto Mário Filho e Oppa Ribeiro elogiaram o trabalho da coordenadora do Projeto Ecomunitarismo, professora Jara Tavares. Segundo a professora Jara, este projeto, criado pela UCPel, se destina a dar condições de mobilização comunitária, com base na idéia de que “não são as ações isoladas, individuais, mas a comunidade é que faz acontecer”. “Estou me sentindo muito feliz depois de esperar tanto tempo”, foi a manifestação da líder do grupo de pescadores da Comunidade São Gonçalo, Gracinda Feijó. Já a líder dos catadores, Geneci da Silva Freitas, resumiu sua alegria pela assinatura do contrato declarando: “foi uma grande vitória”.