Prefeitura consegue verba com ONG para famílias da Ceval e Meneguetti

Por Divulgação 19-11-2003 | 00:00:00
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A Prefeitura está recebendo U$ 40 mil, cerca de R$ 120 mil, do Serviço Latino Americano e Asiático de Vivenda Popular a serem investidos em moradias para as famílias da Comunidade São Gonçalo, que estão na Ceval, e da Mário Meneguetti. O Selavip, organização não governamental, é representado na América Latina pelos professores Joan Mac Donald e Juan Miquel, da Universidade do Chile. O pedido de recursos, encaminhado pelo secretário municipal de Habitação e Cooperativismo, Paulo Oppa Ribeiro, foi liberado no dia 4 deste mês, durante reunião da diretoria da ONG, em Bruxelas. A verba será rateada entre as 210 famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, 120 da Ceval e 90 da Meneguetti. Ontem(19), Oppa Ribeiro manteve reunião com o coordenador do Escritório Modelo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal, Rogério Gutierrez, tratando dos projetos urbanísticos para reassentamento destas comunidades. Igualmente, a Secretaria está encaminhando a inscrição destas famílias ao Programa de Subsídio Habitacional de Interesse Social, que libera R$ 4,5 reais para construção da casa própria. O Escritório mantêm parceria com a Prefeitura de apoio técnico para elaboração de projetos de habitações populares, tanto para loteamentos como para construções individuais. De acordo com o convênio, os projetos são feitos gratuitamente para famílias com renda bruta de até cinco salários mínimos e que residam em áreas periféricas da cidade. A área a ser construída não pode exceder os 65m2, tanto para quem quer construir nova residência como para quem está regularizando a posse do lote. Interessados devem procurar a Secretaria levando a documentação da propriedade, que avalia e encaminha para o Escritório Modelo. Ceval Após um ano de tratativas, em 26 de dezembro do ano passado a Câmara de Vereadores, por unanimidade, concedeu autorização legislativa para que a Prefeitura concretizasse a compra dos 12 hectares de terra, próxima a antiga fábrica de óleo Ceval, para reassentamento dos moradores da comunidade São Gonçalo. “Atendendo a solicitação da comunidade, a área negociada está localizada do lado de cá do dique, portanto protegida de alagamentos e permitindo que os moradores continuem desenvolvendo as mesmas atividades”, observa Oppa Ribeiro que na época identificou que, das 98 famílias, 15 eram pescadores, 60 papeleiros e o restante desempregados, aposentados e domésticos, entre outros. Lembrando que habitação não é só moradia, mas qualidade de vida, o que incluí proteção do meio ambiente e geração de empregos, Oppa Ribeiro já definiu com os técnicos da SMHC que os 12 hectares deverão contemplar, em partes iguais, área para moradias, parque urbano para preservação do meio ambiente e espaço para instalação de projetos de geração de renda.

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