Aumento nos casos de síndromes respiratórias exigiu o Decreto para que a população possa ser atendida de forma plena

Prefeitura decreta situação de emergência em saúde

Aumento nos casos de síndromes respiratórias exigiu o Decreto para que a população possa ser atendida de forma plena

Por Andrine Teixeira Garcia 29-05-2026 | 11:52:11
Tags: Decreto , Emergência , Saúde

A Prefeitura de Pelotas decretou situação de emergência em saúde pública para síndrome respiratória aguda grave (SRAG) devido ao atual quadro epidemiológico no município. A ação ocorreu levando em consideração o aumento significativo na demanda de atendimentos voltados a sintomas gripais, além da elevada circulação de vírus respiratórios que comprometem a saúde da população. A publicação foi feita na manhã desta sexta-feira (29) e já está disponível no Diário Oficial sob o n° 7.191

O prefeito Fernando Marroni declara que há respaldo para a declaração a partir do Ministério da Saúde e do Decreto nº 58.754/2026 do governo do Estado. 

A nossa realidade epidemiológica exige essa busca de recursos de leitos por intermédio da declaração da situação de emergência. Vamos enfrentar essa demanda garantindo qualidade nos atendimentos e que todos estejam prevenidos por meio da vacinação”, explicou Marroni. 

A Secretaria de Saúde (SMS) já deu início a um conjunto de ações e serviços para o enfrentamento da situação de emergência. O primeiro passo é a ampliação de acesso à vacinação no período noturno, seja por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com funcionamento em horário estendido ou das Unidade Básica de Atendimento Imediato (Ubai). Também haverá uma maior disponibilização de medicamentos como antibióticos e bombinhas para asma. Além disso, a Ubai Navegantes já deu início a atendimentos na residência de pediatria, garantindo que a demanda não fique concentrada apenas no Pronto Socorro. O Decreto ainda permitiu a compra de 20 leitos no Hospital Santa Casa. 

O inverno propicia a redução da imunidade das pessoas devido a diminuição de um mecanismo de defesa importante, o movimento ciliar. Tendo em vista as aglomerações em ambientes fechados durante o frio e a baixa ventilação, a etiqueta respiratória se torna essencial. Pessoas que apresentam sintomas gripais devem usar máscaras, lavar as mãos com frequência, preferir ambientes arejados e manter distanciamento entre um e dois metros dos outros.

Segundo a secretária de Saúde, Ângela Vitória, o Decreto foi feito para garantir um atendimento qualificado para a comunidade usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que desde janeiro de 2026 o quadro epidemiológico agravou-se, saindo de 51 para 201 casos de síndromes respiratórias na Unidade de Pronto Atendimento Areal (UPA). 

Com as ações, buscamos que a nossa estrutura hospitalar seja capaz de dar resposta a essa emergência em saúde pública, evitando situações mais extremas. O Decreto nos auxilia justamente nisso, em garantir que haja leitos e todo atendimento necessário neste período de maior demanda”, informou a chefe da pasta de saúde. 

Vacinação

O Departamento de Vigilância em Saúde informa que ainda não há liberação para vacinar a população geral contra o vírus Influenza (gripe), tendo em vista o número disponibilizado de doses e a porcentagem dos grupos prioritários vacinados, que atualmente está em 34.97%, entre idosos, gestantes e crianças entre seis meses e seis anos. 

Entretanto, é de suma importância que os grupos que têm acesso a vacinação procurem a imunização. Atualmente, todas as UBSs estão vacinando. 

Horários de vacinação

  • Mercado Público, sala 16 - segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs) - segunda a sexta-feira, das 8h às 17h 
  • Unidades Básicas de Atendimento Imediato (Ubai) - segunda a sexta-feira, das 18h até 00h. 
  • Ubai Navegantes - finais de Semana, das 12h às 22h. 
  • Ubai Navegantes, Lindóia e Fraget - feriados e ponto facultativo: 16h às 22h
  • Casa da Vacina - segunda a sexta-feira, das 07h30 às 17h
  • Ambulatório da UCPel - segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Confira o grupo prioritário que tem acesso a vacinação contra Influenza

  • Crianças entre seis meses e seis anos (incompletos);
  • Gestantes;
  • Idosos a partir dos 60 anos;
  • Puérperas;
  • Povos indígenas e quilombolas;
  • Pessoas em Situação de Rua;
  • Profissionais da saúde, do sistema prisional e das forças de segurança e salvamento;
  • Professores do ensino básico e superior;
  • Trabalhadores da educação;
  • Pessoas com deficiência permanente ou doenças crônicas;
  • Profissionais do transporte coletivo, portuário e caminhoneiros;
  • Profissionais dos Correios;
  • Detidos no sistema prisional e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.
Imagem de capa - Tobias Bernardo/Secom
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