Estruturas do sistema de drenagem ligam as águas pluviais das valetas aos canais de macrodrenagem. Só no Passo do Salso, bairro Fragata, foram 5,2 quilômetros de limpeza

Prefeitura limpa 28 quilômetros de canais coletores no primeiro semestre

Estruturas do sistema de drenagem ligam as águas pluviais das valetas aos canais de macrodrenagem. Só no Passo do Salso, bairro Fragata, foram 5,2 quilômetros de limpeza

Por Roberto Ribeiro 03-08-2026 | 16:11:30
Tags: Zeladoria , Drenagem , Escoamento

Apenas no primeiro semestre deste ano a Prefeitura, via Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui), fez a desobstrução de quase 28 quilômetros de canais coletores na zona urbana do município. Foram 27.875 metros de limpeza mecanizada (com ajuda de escavadeiras hidráulicas) dessas importantes estruturas do sistema de drenagem. Os canais coletores são responsáveis por receber a água pluvial das valetas e conduzir esse volume até os canais de macrodrenagem - cuja manutenção fica a cargo do Sanep. No mesmo período, janeiro a julho, equipes da Ssui executaram 115 quilômetros de desobstrução de valetas em toda a cidade. O serviço, ao todo, contabilizou o descarte de 1.056 cargas de resíduos provenientes da drenagem urbana.

O canal coletor de drenagem após a limpeza feita com ajuda de escavadeira hidráulica localizado junto à unidade da Arcelor Mittal, no bairro Três Vendas, zona Norte do município (Foto: Divulgação/Ssui)
É um serviço fundamental”, diz o prefeito Fernando Marroni. “Limpamos com escavadeiras canais coletores em dez regiões da cidade, isso representa um sistema de drenagem mais qualificado, com melhor escoamento, menos alagamentos e mais condições de trafegabilidade e circulação, em resumo, procuramos com isso melhorar as condições de vida das pessoas”, completou.

O titular da Ssui, Mateus Consen, concorda. Durante os serviços ele foi testemunha das dificuldades com que a população se depara por não dispor de uma estrutura em condições mínimas de funcionamento: “As ruas ficam intransitáveis, as linhas de ônibus sofrem desvio, obrigando as pessoas a caminhar no barro, neste primeiro semestre não fizemos ações paliativas, conseguimos avanços maiores nos territórios, com a drenagem funcionando, o mínimo que se espera é a recuperação do pavimento”, afirma.

A região administrativa mais assistida neste primeiro semestre foi a do Passo do Salso, no bairro Fragata, zona Oeste da cidade. Na localidade foram limpos 5,2 quilômetros (5.210 metros) de canais coletores. A vila Governaço concentrou as operações, com 1.570 metros de drenagem. Em segundo aparece o Areal Fundos (4.770 metros, pouco mais de 4,7 quilômetros), zona leste. Somente no Corredor do Obelisco (avenida Manoel Antônio Peres) foram mais de um quilômetro (1,3 km) de limpeza em canais coletores. O loteamento Sítio Floresta, no bairro Três Vendas, zona Norte, vem logo atrás, com 4,36 quilômetros de manutenção com apoio de escavadeiras hidráulicas. Apenas na Cidade Alta (que tem como referência o hotel Plaza Ipiranga) foram 2.360 metros de desobstrução de canais coletores. A região passou a ter problemas de alagamentos com a obra de duplicação da BR-116, que tapou um canal coletor que levava água do Sítio Floresta até a barragem Santa Bárbara. 

Macrodrenagem

Simultaneamente, o Serviço de Saneamento de Pelotas (Sanep) executou de janeiro a julho 25 quilômetros de limpeza nos canais responsáveis pela macrodrenagem no município. O serviço resultou no descarte de 1.118 cargas provenientes das operações, entre resíduos, vegetação e sedimentos.

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