Prefeitura mapeia áreas para preservação
A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental, está realizando o mapeamento das áreas verdes a serem protegidas pelo município. Em fase inicial de identificação dos espaços, para um estudo sócio-econômico mais detalhado, estão sendo mantidos encontros com técnicos de outras secretarias e entidades afins. As áreas protegidas são regiões que, obedecendo à legislação ambiental e de acordo com seus atributos, serão destinadas à preservação ecológica, integrando o novo Plano Diretor. O estudo, que leva em consideração tanto à biodiversidade como os aspectos humanos, deverá estar concluído até o final deste ano para que, em 2004, sejam definidas as áreas de preservação. Em Pelotas existem basicamente duas regiões fisiográficas que definem dois ecossistemas distintos: planície costeira, que inclui a área urbana e a orla da Laguna dos Patos, e a serra do Sudeste, onde se situa a zona colonial. Segundo os técnicos, na planície costeira, onde predominam áreas úmidas e zonas arenosas, existem áreas onde a diversidade florística e faunística aliadas a atributos paisagísticos e a impossibilidade de expansão urbana sobre elas indicam a necessidade de preservação integrada com atividades pouco impactantes, como por exemplo, o eco-turismo. São destaques a Mata do Totó, a Lagoa Pequena, a Ilha da Feitoria, as orla do Canal São Gonçalo, o Arroio Pelotas, o conjunto formado pelas dunas do Laranjal e banhados do Pontal da Barra e a bacia hidrográfica que forma a Barragem do Santa Bárbara. Na zona colonial, onde o relevo é mais acidentado, existem áreas de remanescentes florestais geralmente próximos às nascentes e cursos de água onde a biodiversidade ainda se mantém bastante alta. Um exemplo é o Parque Farroupilha, Unidade de Conservação em estudos para definição das atividades a serem permitidas no local.