Prefeitura pede apoio da população para prevenir a Dengue

Por Divulgação 22-04-2003 | 00:00:00
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 O Secretário Municipal de Saúde, Juvenal Dias da Costa, pede a colaboração da população para que permita o acesso dos agentes de saúde que estão visitando as residências à procura de larvas do mosquito transmissor da dengue. Os profissionais estão uniformizados e identificados por crachá, mas qualquer dúvida pode ser sanada pelo telefone 225.7422, do setor de Vigilância Ambiental. Na ocasião da visita, além de vasculharem todos os cômodos da casa, incluindo sanitários e dependências com ralos, bem como pátio para coleta de amostras de água para pesquisa, os agentes também orientam a comunidade num trabalho educativo que visa a eliminação de criadouros propícios à proliferação da larva.  
A partir da identificação de um foco do mosquito Aedes Albopictus - outra espécie do Aedes que tem o mesmo potencial de transmissão do Aegypti, no balneário Santo Antônio,no Laranjal, a SMSBE incrementou as medidas necessárias para identificação e erradicação de novos focos da larva, num trabalho que deverá estar concluído num prazo o mais curto possível. Para isto, dos 78 agentes de saúde que trabalham no controle do mosquito da dengue, 32 estão na praia, sendo necessário que num raio de 300 metros sejam visitadas 100 % das residências, destaca a coordenadora do Setor de Vetores, Roberta Silveira da Mota.  
No restante da cidade, explica o secretário, os agentes de Saúde prosseguem no trabalho de controle do mosquito da dengue, desenvolvendo ações de busca e eliminação dos criadouros, por meio do uso de larvicidas, além de orientar as pessoas para evitar a doença. intenso trabalho preventivo realizado pelo setor de Vetores, do serviço de Vigilância Ambiental do departamento de Vigilância na Saúde da secretaria. O trabalho de rotina inclui a visita quinzenal a pontos estratégicos, e também em imóveis, pontos comerciais e terrenos baldios por amostragem de 10 % a cada mês.  
Desde que teve início este trabalho de prevenção já foram colocadas 224 armadilhas e identificados 656 pontos estratégicos. As armadilhas são colocadas em locais onde o mosquito pode chegar vindo de fora da cidade, como, por exemplo, postos de combustíveis onde ocorre o fluxo freqüente de veículos vindos de outros locais, empresas de ônibus, garagens coletivas e transportadoras. Já os pontos estratégicos são os locais em que o mosquito pode se proliferar, entre os quais estão os depósitos de ferro-velho e de material de construção, aeroporto, rodoviária, borracharias e cemitérios, sendo estes visitados a cada 15 dias.  
Além de permitir o acesso dos agentes a população pode auxiliar na prevenção para evitar que ele se reproduza, eliminando águas paradas e limpas, como as que ficam depositadas em vasos de flores, pneus, latões e caixas d’água descobertas, furar e amassar as latas vazias e recipientes plásticos antes de jogá-los no lixo, guardar garrafas vazias de gargalo para baixo, limpando calhas entupidas, limpar com freqüência os pratos de água dos animais domésticos, e manter as piscinas tratadas durante o inverno porque o mosquito também se prolifera nesta estação do ano.  
A sistemática de trabalho da secretaria prevê que a partir da identificado o foco, sejam feitas três novas visitas a cada dois meses para desta forma evitar a dispersão do vetor. Se nada for encontrado neste período, a secretaria dá o foco como eliminado. Este é o quinto foco localizado cidade, o primeiro encontrado na praia e também numa residência. Apesar dos cinco focos, não há incidência de Dengue em Pelotas. O primeiro foco foi encontrado em 2001, durante trabalho de rotina dos agentes. Outros dois focos foram localizados em 2002, sendo este da praia o segundo identificado este ano. Os quatro focos anteriores foram descobertos em pontos estratégicos, sendo este o primeiro numa residência.  
O secretário da Saúde e Bem Estar explica que todo o serviço de limpeza e erradicação do foco da dengue é feito de forma gratuita e sem nenhum custo para os moradores da área onde os trabalhos serão intensificados.  
O Rio Grande do Sul é o único estado que não tem ainda circulação viral, por isso é importante seguir na erradicação de focos para que o transmissor não se prolifere.Nos países tropicais como o Brasil, a Dengue é um sério problema de saúde pública.

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