Prefeitura projeta moderno sistema de tratamento de resíduos

Por Divulgação 08-10-2004 | 00:00:00
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Uma série de estudos, que vão desde a instalação de novo sistema de tratamento de efluentes até uma sistemática de compostagem, foram encaminhados pela Prefeitura à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). Com base nestes documentos, o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (SANEP) obteve licença da Fepam para instalação do sistema, que permite a implantação do empreendimento. Para o desenvolvimento do projeto estima-se que seja necessário R$ 1,5 milhão. O projeto prevê a construção de galpões para enfardamento de materiais recicláveis, esteira de triagem para catação do material, separador balístico (orgânico e inorgânico), separador eletromagnético (metais de pequenas dimensões) e completo sistema de peneiramento. Para o pátio de compostagem, além de um moderno sistema de tratamento de efluentes, também será implementada a completa impermeabilização da área. Atualmente o projeto está em fase de conclusão para, posteriormente, ser encaminhado ao processo de licitação. Para o diretor-presidente do SANEP, Nilo Gularte, com esta unidade, os catadores lixo terão melhores condições de higiene e segurança, pois trabalharão devidamente uniformizados. A Unidade de Compostagem é um sistema de tratamento de materiais que separa resíduos orgânicos (que serão encaminhados à compostagem) e inorgânicos (encaminhados à reciclagem). Politicamente correto, preserva os recursos naturais e é seguro, pois trata o material que pode ser prejudicial à saúde. Além disso, permite maior vida útil ao destino final do lixo. Outro aspecto fundamental é que, com sua implementação, a unidade irá gerar cerca de 150 empregos diretos. Torna-se ainda mais importante para a educação de separação dos materiais presentes no lixo, pois contempla todos estudos e projetos de preservação ambiental , saúde pública, social e econômica. Gularte acredita que a estação de compostagem marca uma nova sistemática do tratamento de resíduos. Moderna, irá trabalhar com tecnologias limpas, garantindo à população o correto destino dos resíduos. O sistema é projetado para assegurar um correto destino final para os resíduos urbanos, realçando o comércio de recebimento de sucatas e gerando renda. Estima-se que 30% do lixo coletado seja rejeitado tendo como destino final o aterro sanitário, 20% é passível de reciclagem e 50% pode ser usado na compostagem, se transformado em composto orgânico para aplicação no solo como adubo. Todo material que entra na usina é vida útil do aterro. Pelotas dispõe de sistema de coleta seletiva, que prevê a reutilização dos materiais recicláveis para reaproveitamento. O processo de compostagem trabalha o material orgânico, excluindo possíveis efeitos de contaminação do solo, do lençol freático e da presença de vetores. Esta unidade prevê o tratamento do lixo orgânico que o aterro existente não contempla.

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