Problema na estação de tratamento de esgoto
    Estação de Tratamento de Esgotos apresenta problemas de ordem estrutural devido a erro de cálculos no projeto de construção.  O diretor-presidente do Sanep, Ayres Apolinário recebeu o laudo técnico elaborado pela Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) acerca dos problemas ocorridos na estrutura dos Reatores Anaeróbios de Leito Fluidizado, no que se refere às fissuras existentes nas vigas calhas circulares. A vistoria técnica, que consistiu na inspeção visual dos defeitos existentes, complementada por análise do projeto estrutural, detectou a insuficiência de armadura transversal do fundo da calha, o que teria ocasionado a ruptura da armadura. O objetivo da vistoria, explica o diretor-presidente do Sanep, foi de determinar as possíveis causas das fissuras existentes na viga calha circular localizada junto à borda superior do cone do reator e também as fissuras existentes na face superior das vigas que ligam os pilares da periferia do reator. A obra está pronta desde 1999 e foi recebida pelo Sanep na condição de concluída, mas até hoje não teve condições de entrar em funcionamento. O laudo técnico elaborado pela Cientec sugere que dentro da mesma técnica empregada anteriormente, quando a empresa construtora foi acionada para realizar conserto na ETE, que seja modificado o reforço da chapa mais longa colada com adesivo e parafuso. O reforço executado anteriormente não restabeleceu as condições de segurança da estrutura. As providências tomadas pelo Sanep, anuncia Apolinário, foram de solicitar à engenheira Terezinha Lena Souto, responsável pelo projeto da referida obra, que proceda estudos quanto à recuperação estrutural dos reatores, com o dimensionamento das chapas, parafusos enrigecedores, ou outra forma de correção do problema.     No ofício enviado à engenheira, o diretor-presidente do Sanep ressalta para a urgência no encaminhamento de uma solução, uma vez que a autarquia está sendo cobrada pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público no sentido de uma imediata entrada em operação das unidades de tratamento de esgoto. A estação foi construída pelo Sanep para tratar 40% do esgoto de Pelotas. As tubulações canalizam os detritos domésticos até o início da rua Uruguai, próximo ao Porto, sede da Estação, largando-os no canal São Gonçalo. A obra foi paga com recursos do Programa de Saneamento e Geração de Emprego, mas teve a contrapartida do município. Os dejetos lançados no canal contaminam o meio ambiente e poluem a Lagoa dos Patos.     Cada um dos reatores têm capacidade para tratar 111 litros de esgoto por segundo, ou 19 milhões de litros ao dia. A rede coletora traz o esgoto da zona leste – Areal, Dunas, Baronesa e Obelisco, de parte do Centro e do Fragata. O sistema de tratamento consiste em colocar um lodo composto por matéria orgânica e bactérias, sendo que o esgoto passará por baixo dele, sendo fermentado. Quando sair do tanque, o efluente terá reduzida cerca de 85% da matéria orgânica produzida pelo esgotos das casas. No início do ano a empresa responsável pela construção foi chamada pela Prefeitura para impermeabilizar os tanques. Nos testes foram apresentados vazamentos. A situação piorou com o surgimento de uma rachadura de 25 metros no canalete, local onde será realizado o processo final de tratamento. Cópia do laudo técnico também foi enviado ao responsável pela GEL Engenharia ( Goetze Lobato Engenharia Ltda.),empresa sediada em Curitiba que construiu a Estação de Tratamento de Esgoto. Caso a mesma se negue a solucionar os problemas apresentados, o Sanep acionará a empresa judicialmente.