PSH atende famílias que atuam na economia informal

Por Divulgação 27-02-2003 | 00:00:00
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  O secretário municipal de Habitação e Cooperativismo, Paulo Oppa Ribeiro, esteve acompanhando ontem(27), no loteamento Getúlio Vargas, o andamento da construção das 125 casas financiadas pelo Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social. As famílias do Getúlio Vargas são as primeiras a integrar o programa por apresentarem um grau maior de necessidade, de acordo com dados da Secretaria, com vários pedidos de ajuda para doação de chalés ou de material de construção.  
Para estender este benefício a outras 500 famílias, o secretário já está em tratativas com a gerência local da Caixa Econômica Federal, já que, em contato com o ministro das Cidades, Olívio Dutra, ficou assegurado o repasse de recursos a fundo perdido para este tipo de financiamento. No final de janeiro deste ano, 73 famílias do loteamento Dunas passaram a aderir ao PSH.  
O PSH, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social, geralmente as que operam no mercado informal, realizando pequenos biscates, vem atender a demanda registrada em Pelotas de 30 mil famílias que moram em sub-habitações, tendo como renda bruta de zero a três salários. Os números foram apontados pela pesquisa sobre habitação, encomendada pela Prefeitura e Sinduscon e realizada pelo Instituto de Opinião.  
Exemplo desta realidade é Daiani de Oliveira Alves, 23 anos e mãe de quatro filhos, moradora ha dois anos no Getúlio Vargas, e que vivia sem residência fixa, muitas vezes abandonada na rua. Prestes a receber sua casa própria, ela, que sobrevive fazendo biscates, como faxina, não esconde o orgulho de passar a ter um teto. “Estou maravilhada”, diz, na sua simplicidade.  
De acordo com estimativa de Oppa Ribeiro, para quem é possível construir um novo mundo e até acabar com as favelas priorizando a educação e a habitação, após o carnaval o prefeito Fernando Marroni estará entregando as primeiras casas do Getúlio Vargas, e até a metade deste ano estarão entregues as 125.  
Construídas pela Serial Engenharia, a estrutura das casas, embriões em alvenaria com 22 metros quadrados, é composta por banheiro, incluindo vaso sanitário e pia, cozinha e um espaço maior que pode ser utilizado como quarto e sala.  
Pelo convênio, a União, através de seu orçamento geral, subsidia, a fundo perdido, R$ 4,5 mil e a Prefeitura participa com R$ 500,00 para completar o custo de cada moradia, orçado em R$ 5 mil. Dessa forma, cada contemplado paga uma prestação mensal de R$ 10,00 até quitar o empréstimo de R$ 500,00. Estes recursos são repassados para o Fundo Municipal de Habitação para serem investidos em outros programas habitacionais.

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