Sanep contrata FGV para calcular tarifa social da água

Por Divulgação 17-03-2003 | 00:00:00
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 Com a presença do prefeito Fernando Marroni, ocorreu, na manhã de ontem (17), no salão nobre da Prefeitura, a assinatura de contrato entre o Sanep e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que vai prestar serviços de avaliação e elaboração do quadro tarifário e análise dos instrumentos básicos. O documento foi firmado pelo diretor-presidente da autarquia, Ayres Apolinário, e o consultor da FGV, Paulo Roberto Motta. Na prática, a FGV vai processar um estudo, que inclui projeção simulada das tarifas nos meses de abril, maio e junho, visando calcular a cobrança da água tratada. Este novo sistema elimina o atual método de cobrança com base na área física do imóvel, passando a calcular a tarifa diretamente pelo consumo.  
Os cálculos vão reunir dados das 96 mil contas de água do Sanep, estabelecendo as bases para seis categorias de tarifas: residencial normal, residencial social, comercial, industrial, setor público e entidades assistenciais.  
Ayres Apolinário salientou que “este é um dos dias mais importantes na vida do Sanep”. Além de justificar a escolha da empresa, destacando a experiência da FGV, que já realizou estudos semelhantes em mais de 50 municípios brasileiros e a credibilidade conquistada no mercado nacional, Apolinário lembrou que o estabelecimento da tarifa social é compromisso de campanha do prefeito Fernando Marroni e atende uma reivindicação de muitos anos dos pelotenses.  
Além de se declarar “honrado e feliz” por ser parceiro da Prefeitura de Pelotas, Paulo Motta, referindo-se a Luiz Simões Lopes, recordou que a FGV, a partir da sua fundação, foi presidida por um pelotense durante 40 anos.  
O prefeito Fernando Marroni acentuou as vantagens da eliminação do sistema atual, que calcula a tarifa pela área construída, “em primeiro lugar porque é injusto não dar a oportunidade ao consumidor de economizar, racionalizando o uso da água. Em segundo lugar, já que se trata de um bem finito, sendo vital evitar o desperdício”.  
Marroni ponderou também que o processo visando a justiça tarifária já tinha sido deflagrado através de outra providência, anteriormente tomada pela atual administração municipal: a implantação de hidrômetros em todas as residências, a ser concluída este ano.  
O prefeito argumentou igualmente que, a partir da cobrança pelo consumo de água, o usuário poderá, a exemplo do que ocorreu com a energia elétrica durante o “apagão”, criar medidas destinadas a reduzir o consumo e, conseqüentemente, pagar menos.

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