Segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil é dia 21
A segunda etapa da vacinação contra a poliomielite será realizada daqui a 16 dias. Motivada pela queda – em todo o país – do número de crianças imunizadas durante as campanhas nacionais, a Prefeitura já começa hoje (05) a alertar a comunidade. No sábado, 21, todas as unidades da rede básica de saúde de Pelotas e pelo menos 12 postos volantes vão aplicar as duas gotas da Sabin em crianças de zero a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), das 8h às 18h. A meta da Prefeitura é vacinar no mínimo 95% da população na faixa etária mais acometida pela paralisia infantil: 25.719 crianças. O total de imunizados em agosto do ano passado caiu mais de 10 por cento em relação à segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite de 2001, de acordo com a Secretaria de Saúde e Bem-Estar (SMSBE). Em junho, primeira fase da ação de 2004, foram vacinadas em Pelotas 22.219 crianças menores de cinco anos de idade. Ou 86,4% de todos os menores que precisariam recebê-la. Um paradoxo é apontado pelo órgão como uma das causas de índices negativos no Brasil, uma vez que o Governo Federal mantém as campanhas, ininterrupta e intensamente, desde 1980: a própria erradicação da doença no país. Desde 1989, nenhum caso de paralisia infantil é registrado em todo o território. Se o dado reproduz a eficiência da mobilização contra a pólio em todos os municípios, deixa os riscos invisíveis: “Por não enxergar a doença, pais, de várias gerações, acham que não há chances de novos casos”, expõe o diretor da SMBE, Sandro de Oliveira. Em qualquer tempo, mais ainda com a globalização, a atitude é completamente equivocada. O poliovírus, que hoje circula na África e na Ásia, pode a qualquer momento ser reintroduzido em áreas do mundo já livres. Segundo a Organização Mundial da Saúde, Índia, Nigéria, Paquistão e Egito são considerados problemas, pois respondem por 99% dos casos que ocorrem no mundo. A paralisia infantil também foi registrada no Afeganistão, Níger e Somália. Há alguns anos, a meta da OMS era de banir a poliomielite até 2000. Guerras e problemas políticos em países africanos e asiáticos impediram que ela fosse cumprida. A chance de o vírus aportar na região não é, nem de longe, desprezível. Navios da África e da Ásia freqüentemente atracam no Porto de Rio Grande, a pouco mais de 50 quilômetros de Pelotas. Toda criança deverá receber duas gotas da vacina, mesmo que esteja com o esquema vacinal em dia ou apresente tosse, gripe, coriza, rinite ou diarréia. Não existe tratamento para a poliomielite, somente a prevenção, por meio da vacina. As campanhas são momentos nacionais de grande mobilização e devem ser aproveitadas ao máximo para assegurar que a doença não volte ao Brasil. SARAMPO A Campanha Nacional que inicia no próximo dia 21 também incluirá a imunização contra o sarampo, para crianças de 12 meses a quatro anos incompletos, mas se estenderá até o dia 3 de setembro – a vacina tríplice viral, única forma de prevenir a ocorrência da enfermidade na população. O risco da doença para indivíduos suscetíveis é contínuo em função da circulação viral em outros países do mundo e do fluxo de viagens internacionais.