Solon Silva e sua banda no 277 de hoje(27)
Hoje(27), às 19h, no Theatro Sete de Abril, acontece mais uma edição do projeto 277. Solon Silva e sua banda Isso é Brasil e Acústico Cor Brasil estarão no comando do show Isso é o Brasil . Para abrir o espetáculo, Émerson do cavaco e a banda Acústico Cor Brasil, composta por convidados que tocaram no grupo na versão original. Marílio (percussão), Felipe (violão) e Gérson (percussão) irão retratar a trajetória da banda num projeto inédito, acústico, que responderá ao convite do 277 Especial. “Será a abertura para o show do Solon, seguiremos uma linha musical de samba contemporâneo, que dará o espaço samba da velha guarda”, explica Émerson. A experiência de palco de Solon, Pantera do Cavaco, Wilson Catalan e Beto Alfaiate, sem dúvida, proporcionará a interatividade no show. “O público já sabe o que tocamos, por isso dispensamos roteiro. As músicas são, em sua maioria, escolhidas pela platéia”, esclarece Solon. Ele destaca ainda que será uma apresentação baseada nos grandes momentos do samba, a seqüência de várias décadas, numa referência especial aos 90 anos do nascimento de Lupicínio Rodrigues. Tocando juntos há pouco mais de três anos, toda sexta no bar Carlitos, localizado à rua Feliz da Cunha, nº 952, o quarteto se considera parceiro, cúmplice. Amigos de verdade. “É uma convivência sadia, de longos anos”, explica Pantera do Cavaco. Natural de Gravataí, Pantera veio para Pelotas em 95, quando o amor falou mais alto. Em seu currículo, tem apenas experiências ao lado de Jamelão, da Estação Primeira da Mangueira e de Lupicínio Rodrigues. Willian Catalan (percussão) está ligado à música desde berço. Na infância, chegou a fazer um pandeiro de lata. “Em suas mãos tudo vira som”, brinca Solon. Catalan foi um dos maiores jogadores de futebol da história do Grêmio Atlético Farroupilha, e declara seu amor ao time até hoje, mesmo tendo iniciado e terminado sua carreira esportiva no Grêmio Esportivo Brasil. A marcação do grupo fica a cargo de Beto Alfaiate (surdo). Por muitos anos ele fez parte da dupla antológica Beto e Pelé. Começou como ritmista de escola de samba, no tamborim, mas sua paixão mesmo, é pelo agogô. Beto se considera um “quebra galho” na marcação, mas, para seus colegas, a história não é bem assim. Para conferir, não deixe de comparecer ao Theatro na noite de segunda. O 277 é desenvolvido pela Prefeitura de Pelotas, através da Secretaria da Cultura (Secult) e tem como proposta a valorização dos talentos locais. Nesta edição especial, 90% da renda arrecadada será revertida para os artistas. Os ingressos já estão a venda no Theatro, ao preço de R$ 2,00. Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.