Trabalho de Cristina Bicca mescla linguagens da arte
A artista plástica Cristina Bicca expõe a partir de amanhã(10), das 8h às 18h, na Sala Frederico Trebbi (hall da Prefeitura) o resultado de um trabalho que mescla gravura, pintura e desenho, além de experiências com cerâmica. A mostra, intitulada “Arte, Vida, Imagem e Poesia”, retrata a versatilidade da premiada artista local. Para esta exposição a artista preparou mais de 100 trabalhos, divididos entre a arte bidimensional e tridimensional. Nos trabalhos em gravura as técnicas usadas foram a monotipia, serigrafia, calcografia (gravura em metal), litografia (gravura em pedra), xilogravura (gravura em madeira) e linóleogravura. “A linoleogravura é um processo semelhante a xilogravura em que usamos uma forma emborrachada”, explica a artista. Os trabalhos em desenho e pintura misturam mais de 15 técnicas diferentes com pigmentos a base de água e óleo. Em cerâmica serão doze trabalhos, sendo que alguns deles usando as técnicas engobe e raku de pintura. Mesmo admitindo não ser uma ceramista, Cristina Bicca descobriu o prazer desta arte tridimensional há cerca de seis anos e desde então incluiu na sua forma de expressão. “Arte é atenção, exercício, criação. Permite uma infinidade de sugestões”, observa. Desde a infância ela conta ter uma forte ligação com a pintura e o desenho, mas o reconhecimento veio com muito trabalho. No ano passado foi selecionada, com mais 23 brasileiros, para expor na primeira etapa do VII Circuito Nacional de Arte Brasileira que percorreu Paris, Viena e terminou no museu Nacional do Rio de Janeiro. Este ano foi escolhida a participar da Segunda etapa, mas infelizmente a falta de patrocínio não permitiu que Cristina Bicca leva-se sua arte para Londres, Viena, Madri e Lisboa numa mostra itinerante Internacional, que acontecerá em maio. Em breve outros locais deverão estar recebendo a arte de Cristina, que manteve contatos com curadores do Memorial do Rio Grande do Sul e futuramente deverá estar em Alegrete, Rio Grande e Florianópolis, além da Bienal do RS em 2004. “Arte é liberdade’, segundo ela que se considera uma sobrevivente da arte. Para a mostra que se inicia, ela tem a expectativa de poder mostrar a um grande número de pessoas o seu trabalho. “É o meio que tenho de fazer as pessoas pensarem na arte, principalmente aquelas que não têm acesso, a arte não pode ser elitista e sim democrática”, finaliza.