152 jovens beneficiados pelo Espaços de Pertencer
Uma iniciativa da Prefeitura, desenvolvida pelas secretarias dos Direitos Humanos, Cidadania e Assistência Social (SMDHCAS) e da Cultura (Secult), beneficia 152 adolescentes carentes que fazem parte do Projeto Espaços de Pertencer. De segunda a sexta-feira, eles participam de oficinas de artes, música, teatro e dança, num processo constante de promoção social. O projeto é desenvolvido na Rodoviária; na SMDHCAS; na ONG Vale a Vida; no Centro de Treinamento Rubro Negro, no bairro Simões Lopes e na ONG Anjos e Querubins, no Núcleo habitacional Getúlio Vargas. Os menores selecionados para participar do projeto foram abordados pela Ronda Noturna da SMDHCAS, dentro do critério que estejam em situação de risco, ou seja, envolvidos com a drogadição, portadores do vírus HIV, tenham sido abandonados pela família ou que desenvolvam a prática de mendicância. Segundo a coordenação do Programa de Atenção a Crianças e Adolescentes em Situação de Risco, as ações psicopedagógicas-sociais estão inseridas no Projeto Espaços de Pertencer, que busca promover e defender os direitos da criança e do adolescente, em situação de rua, articulando espaços pedagógicos de construção e inserção social, buscando com isto que eles se reintegrem à família e a escola. Técnicos da secretaria fazem acompanhamento das atividades sócio-educativas desenvolvidas com os adolescentes. As mães são integradas ao projeto, recebendo orientação e apoio sócio-familiar. O Projeto Espaço de Pertencer foi implantado após a realização do Diagnóstico de Abordagem, nos meses de novembro e dezembro de 2003. Na ocasião foram identificadas as crianças e adolescentes que estavam em situação de vulnerabilidade social, no centro da cidade. Esta situação mobilizou a criação de espaços priorizando ações de atenção às crianças e adolescentes e suas famílias, realizando visitas domiciliares, atendimento psicopedagógico-social, reuniões de apoio sócio-familiar e encaminhamentos aos diversos programas sociais da SMDHCAS. O Mapa Social apontou como sendo no Parque Dom Antônio Zattera, no Terminal Rodoviário e crianças oriundas do Núcleo Habitacional Getúlio Vargas, os grupos encontrados em maior número nas ruas. Desta forma, as atividades do projeto são concentradas nas áreas em que os grupos foram identificados.