Crianças de ruas assistidas pela Prefeitura
A Prefeitura desenvolve vários programas com o objetivo de garantir direitos e resgatar a cidadania de crianças e adolescentes. Entre os programas estão o “Espaço Pertencer”, Asemas( Apoio sócio-educatico em meio aberto), Profissão Futuro, Peti( Programa de Erradicação do trabalho Infantil), bem como outros que trabalham com as famílias, e serviço de abrigagem.Diariamente é realizada uma ronda que faz uma abordagem e encaminha as crianças para suas residências, caso isso não seja possível, o Conselho Tutelar é acionado e realiza o abrigamento, afirma a secretária de Cidadania e Direitos Humanos Roberta Franco. “Se a população ainda vê alguém ao relento, é porque há fatores que nos impediram de levá-los, nunca por descaso”, explica a coordenadora do Programa de Atenção a Criança e Adolescente, Maria Beatriz Peres. O direito de ir e vir garantido a todos pela Constituição, inclusive a crianças e jovens, impede os integrantes da Ronda de obrigá-los a pernoitarem nas instituições da cidade – Albergue Noturno ou nas quatro Casas Lares, dependendo da faixa etária. Por isso, convencê-los é a melhor saída, através de técnicas de sensibilização. Se encontrados pela equipe, o educador social, a assistente social e a psicóloga identificam os vínculos familiares, o contexto em que se encontram (se usam drogas, por exemplo) e se há um adulto responsável, no caso dos jovens. Depois, a Kombi da Ronda os leva de volta para a casa ou para os abrigos. Um plano de intervenção criado pela SMDHCAS tira o caráter assistencialista que poderia ter a ação e enquadra crianças e adolescentes abordados em programas de apoio, como diversas oficinas pedagógicas. A Prefeitura trabalha na perspectiva de identificação das famílias, realizando orientação e apoio através de reuniões periódicas, a inserção em programas sociais é uma das possibilidades para minimizar a situação de vulnerabilidade e de risco a que estão expostos crianças e adolescentes.