O espaço foi inaugurado nesta quarta-feira (15) por iniciativa da
Secretaria de Educação

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas é inaugurado na EMEF Santa Terezinha

O espaço foi inaugurado nesta quarta-feira (15) por iniciativa da Secretaria de Educação

Por Isabella Barcellos 16-04-2026 | 20:59:57
Tags: Educação , Indígena

Um Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) foi inaugurado na manhã desta quarta-feira (15). O evento foi promovido pela Coordenadoria da Gestão Pedagógica da Secretaria de Educação (SME), a partir das ações da Assessoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). A celebração contou com homenagem à Mestra Griô Sirley Amaro e às assessoras do ERER, Joice Costa e Josiane Dias.

“Atuo na escola desde 2024”, conta Josiane Dias, que também é professora dos anos iniciais. “Comecei a dar aula para o quarto ano e, desde aquele momento, já abordava discussões raciais em sala de aula. Fico feliz com a inauguração do Neabi, onde posso me dedicar inteiramente a essas questões que eu considero fundamentais. O Neabi potencializa ações que já são desenvolvidas em sala de aula. Conseguimos formar ações com os professores e colaborar em conjunto”.

A escola já trabalha tópicos da cultura negra e indígena em sala de aula desde o pré-II até o nono ano. As ações vão desde a prática docente tradicional, ao trabalhar com temas em sala de aula, como também através de oficinas de fuxico, música, poesia, entre outros temas. “Os estudantes não tinham noção do que era a escravidão, o sofrimento. Para eles, os negros foram trazidos aqui para trabalhar e só”, relata Luciane Couto, professora do segundo e do quinto ano. “Com a Neabi, temos a oportunidade de trabalhar melhor esses temas. Ainda percebemos alguns preconceitos, aos poucos, vamos quebrando esses tabus entre alunos, pais e professores”. 

Para Lucilene Souza, professora do pré-II, trabalhar temas raciais é especialmente desafiador. “Às vezes, eles me perguntam coisas que eu não gostaria de explicar tão a fundo. Então eu explico de acordo com a idade deles”. Lucilene comenta que, a partir dos temas trabalhados em sala de aula, os alunos passam a perceber a própria racialidade. “Como eu sou negra, noto que eles começam a perceber o tom da minha pele e depois o próprio tom de pele. Eles aceitam fácil as diferenças”.

Atualmente, o município conta com 15 Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas em sua rede municipal de ensino. Outras duas unidades serão inauguradas ainda no mês de abril.

Fotos: Isabella Barcellos
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