Prefeito decreta situação de emergência no Município
O prefeito Bernardo de Souza decretou no final da tarde de sexta - feira (21) situação de emergência no Município, decisão tomada com base no parecer unânime do Conselho Regional de Desenvolvimento Rural (Comder) que aponta quebra de até 35% na produção agropecuária de Pelotas. O abastecimento de água para consumo humano e animal na zona rural da cidade também está bastante prejudicado em razão da forte estiagem que atinge todo o Estado. Na zona urbana, no entanto, a seca ainda não implica racionamento. Em reunião extraordinária realizada quinta - feira (20), as lideranças do Comder – Cosulati, Sindicato Rural, Banco do Brasil, Emater-RS, UFPel, além da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SMDR) – e os administradores distritais relataram os primeiros números das perdas já ocorridas: nas lavouras de feijão, quebra de 20%; na produção de leite – 25%; nas plantações de milho, 30% e fumo, 35%. Os inúmeros pedidos de abertura de poços artesianos também levaram o Comder a solicitar o decreto de situação de emergência a SMDR e encaminhada a Bernardo de Souza. “A situação é mais grave que a do ano passado”, alertou o secretário de Desenvolvimento Rural, Lélio Robe. Em 2004, a estiagem exigiu a mesma medida tomada hoje pelo Prefeito, mas no mês de abril, argumentou Robe. A SMDR passou os últimos três dias trabalhando no levantamento da situação na zona rural de Pelotas. SANEP – A mesma estiagem que assola as lavouras do Município, e do Estado, ainda não provoca a necessidade de racionamento de água na zona urbana. O nível dos mananciais permite o tratamento e a distribuição normais, como garantiu o diretor-presidente do Sanep, Gilberto Cunha. “Por enquanto, a condição é de normalidade”, disse. Os técnicos da autarquia acompanham diariamente a situação dos reservatórios naturais. Mas se o Sanep não instituiu medidas de racionamento, exige da comunidade o uso racional de água, sem desperdício com a lavagem de carros e calçadas, por exemplo.