Prefeitura regulariza o Peti e retoma os pagamentos

Por Divulgação 25-05-2005 | 00:00:00
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A Secretaria Municipal de Cidadania (SMC) voltou a efetuar, na tarde de hoje (25), o pagamento do benefício do Programa Federal de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Desenvolvido pela Prefeitura em parceria com o Governo Federal, o Peti tem por objetivo retirar as crianças e adolescentes do trabalho considerado penoso, insalubre ou degradante. O programa, através do Bolsa-Cidadão, destina R$ 40,00 mensais a cada menor de 15 anos. Os recursos foram liberados pela União após um intenso trabalho desenvolvido pela SMC, que consistiu no recadastramento e acompanhamento social das famílias cadastradas. Na cidade, atualmente 434 crianças são contempladas com o Programa. Os responsáveis pelas crianças receberam a importância de R$ 120,00 referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março, já que o pagamento estava atrasado em virtude da suspensão temporária determinada pelo Governo Federal, desde o começo do ano. Essa suspensão também se deu devido a problemas de extravio de cadastros físicos, dos arquivos referentes ao Peti, bem como o furto da CPU do Cadastro Único durante a transição de governo, o que dificultou os trabalhos de regularização. Para a dona-de-casa, Maria Cristina Neves, de 41 anos, moradora do bairro Navegantes e que tem um de seus quatro filhos beneficiado pelo Programa, é muito importante poder contar com o retorno desta ajuda. “Nem sempre o orçamento do mês cobre os gastos da casa e este dinheiro ajuda a manter as despesas com roupa, alimentação e material escolar da minha filha Alessandra de dez anos”, revela, entusiasmada. Ao final da reunião realizada na sede do Banco do Brasil em Pelotas, o coordenador do Cadastro Único, Washington Daniel, noticiou que a partir deste mês “o Programa volta a sua normalidade atendendo a uma regularidade nas datas de pagamentos que ocorrerão entre os dias 25 e 30 de cada mês”, para a satisfação de Dona Maria. O QUE É O PETI - É um programa do Governo Federal direcionado ao combate à exploração do trabalho infantil, que beneficia crianças e adolescentes na chamada situação de risco, isto é, de vulnerabilidade social, quando muitas vezes precisam abandonar os estudos para garantir a sua sobrevivência, ou até da própria família. Destina-se, prioritariamente, às famílias atingidas pela pobreza e pela exclusão social, com renda per capita de até meio salário mínimo, cujos filhos estejam na faixa etária prevista (entre 7 e 15 anos e 11meses de idade) e que trabalham em atividades desta natureza.

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