Sérgio Sisto "rege" o Teatro Sete de Abril

Por Divulgação 05-03-2005 | 00:00:00
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Cidadão Pelotense e um “rato de teatro”. A última expressão, usada pela secretária de Cultura (Secult), Beatriz Araujo, não resumiria um currículo como o dele, mas traduz a personalidade e corrobora a escolha do novo diretor artístico do Teatro Sete de Abril, o maestro Sérgio Sisto. Anunciado para o cargo recentemente, Sisto já trabalha no intitulado senso artístico-cultural de Pelotas e, contando com a reinclusão do Sete de Abril na rota nacional dos grandes eventos, promete: “Vamos fazer o povoamento do Theatro com a ‘prata da casa”. Ele conhece todos os teatros do Brasil, alguns dos mais importantes no mundo inteiro, e, condição imposta, vai trabalhar in loco no mais antigo em funcionamento do país, para que o Sete de Abril volte aos tempos de agenda cheia e platéia lotada. A escrivaninha, o computador e o telefone ficarão no prédio construído em 1831, e não na sede da Secult. “Dá inspiração, o teatro é um templo”, justifica. Com o senso, um levantamento do equipamento artístico e cultural de Pelotas e também da região (número e dimensões de palcos, instituições, associações e movimentos culturais, por exemplo), o novo diretor do Sete de Abril vai então organizar e eleger todas as outras ações, além de uma já definida: os programas vesperais, gratuitos e semanais, de música. Sisto também pensa em ceder a estrutura do teatro para ensaios abertos à comunidade. A qualificação da programação artística com preferência à “prata da casa”, ao talento local, será dada: “Queremos que todos os grupos possam ir ao teatro e mostrar seus trabalhos, mas para entrar lá terão de ter qualidade”, explica. Natural de Porto Alegre, e cidadão do mundo, Sisto regeu pela primeira vez no Teatro Sete de Abril em 1996. Em uma de suas recentes atuações, em 1º de janeiro, deixou emocionado o prefeito, Bernardo de Souza, com o arranjo para o hino de Pelotas, por ocasião da solenidade de posse do novo chefe do Executivo. “Pelotas não merece menos que Sérgio Sisto no Sete de Abril, e o maestro merece todo o nosso reconhecimento”, credenciou o Prefeito. Sisto vai dedicar-se plenamente à direção artística do Teatro, mas sem abandonar seu pupilo: o recém formado Grupo Instrumental Livre, que já realizou duas apresentações em Pelotas, no Teatro Guarani e na Catedral São Francisco de Paula, nas comemorações natalinas. “Sou o pai orgulhoso dessa criança, que, sabemos, vamos fazer crescer com apoio deste governo”, declara o maestro. MAESTRO, COSMOPOLITA E CIDADÂO PELOTENSE: Aos 12 anos, Sérgio Sisto recebeu bolsa de estudos da Universidade Federal de Maringá para estudar música e, no ano seguinte, já integrou, como violinista, a orquestra dessa universidade. Seguiu sua formação musical na escola de música da Ospa. A partir dos 15 anos, foi vencedor do concurso “Jovens Solistas” da Ospa por cinco anos consecutivos. Participou de diversas temporadas oficiais da orquestra. Em 1998, foi aos EUA representando o Brasil como jovem adido cultural e apresentou-se em Miami, na New World School of Music. De volta ao Brasil, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou também na Orquestra da Funarte (RJ) e Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul. Em 1989, trabalhou na produção da ópera “Carmen” (Bizet) como “Remendado” e maestro preparador do coro, contracenando com Plácido Domingo e Justine Diaz. Foi contratado como maestro preparador convidado do Teatro Municipal de Brasília e, em 1992, foi regente da Associação Canto Coral de Florianópolis. De 1991 a 1993, atuou na temporada do Teatro Municipal de São Paulo. Em 1994, voltou aos EUA para cursar seu “Artist Diploma” na Universidade de Hartford e estreou na ópera “Lucia”, no Connecticut Opera. Desde 1995, atua permanentemente em Pelotas, junto à Sociedade Pelotense Música pela Música, como regente, preparador de coro, professor de técnica vocal, regente e preparador da orquestra e solistas dos espetáculos produzidos pela entidade cultural. Em dezembro de 1999, recebeu da Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal o título de “Cidadão Pelotense”. Idealizou, preparou e regeu a Ópera “Carmen”, de Bizet, completa, produzida em Pelotas em 2000.

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