Uma oficina que é um livro aberto

Por Divulgação 09-03-2005 | 00:00:00
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“Uma oficina que é um livro aberto”, assim o secretário estadual de Cultura, Roque Jacoby, tentou resumir a surpresa inusitada apresentada hoje(9) pela presidente do Instituto João Simões Lopes Neto, Paula Schild Mascarenhas, na terceira etapa da jornada Simoniana em homenagem aos 140 anos do aniversário de nascimento do escritor pelotense. A oficina, que compra e vende máquinas e equipamentos eletrônicos, possui mezanino onde estão abrigadas centenas de livros, a maioria sobre história de Pelotas e do Rio Grande do Sul, revistas antigas, jornais, fotos e um pequeno museu com objetos que lembram fatos de todo o país. Ramom Costa, que coleciona os objetos há 20 anos prefere chamar de oficina literária, “onde reúno o ambiente de trabalho com o de lazer, dividindo o espaço com os amigos”. No espaço literário da oficina, batizado de Blau Nunes em homenagem ao personagem do ficcionista, o peão analfabeto, foi inaugurado um quadro de João Simões Lopes Neto, cerimônia acompanhada pelos simonianos e pelos secretários de Cultura, Beatriz Araujo, e da Comunicação, Henrique Pires. Antes de conhecerem o ambiente cultural de trabalho, a caravana de admiradores prestou uma homenagem junto ao túmulo de Simões Lopes Neto. Não faltaram cravos brancos e poesia. A oficina, que fica na rua Frei Caneca, nº 640, no Fragata, poderá integrar a Bienal do Mercosul, que tem o espaço como tema. O maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul nasceu em Pelotas em 9 de março de 1856, na Estância da Graça, a 29 quilômetros da cidade e de propriedade de seu avô paterno, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Graça. Morreu em 14 de junho de 1916, em Pelotas, aos 51 anos.

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